Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

01

Lina vai andando rumo ao quarto do Jair.Volta com as mãos na cabeça:---É de brincadeira! Você está brincando! Você tem cada brincadeira besta! ---Brincadeira é? ele e o tal do Marquinho que vende as drogas.A tal Da Deise,enfim! Estão todos neste momento dormindo naquele chão duro,sem cobertor e sem nada.Pior,desta vez é morte mesmo.Duas vezes presos,é morte.é a lei minha cara Idalina.Idalina desmaia.Clora,corta um pedacinho de seus cabelos.Põe fogo.Chega-o ao nariz de Idalina.Pega um copo d'água.Corre pra lá,corre pra cá.Idalina finalmente pula literalmente da cama no chão.Olhar com os olhos aregalados para Clora:---Neste planeta.No mundo que os seres vivos vivem.O que é certo é errado.O que é errado é que certo....essa gente não tem senso de ridículo.São capazes de esperar horas num evento,só pra comer.Adoram entrar em coquiteis.Fazem qualquer coisa.Qualquer coisa sem medir as consequencias.Dá dois passos,cai na cama.Se enrosca entre os braços,e geme de dor.Clora não sabe o que fazer.
Alguns dias passaram.Jair e Marquinho assentados no canto da parede.Sem que um dissesse algo para o outro.Ouve-se passos ao lunge.Chaves sacodindo tilintam.Ouve-se o entrar da chave numa das fechaduras.mais passos.Param! Ouve-se novamente a chave que entra na porta da sela:--Marcio de freitas quem é? Marquinho sorridente num grito só adianta:--É pra liberdade? --Apenas responda.É você o Marcio? ---Sim senhor,em pesoas:--Pegue o que lhe pertence.Ele obedece soridente.Começa a recolher roupas jogadas:---O Jair deve ser você.Jair abre os olhos.Olha fixamente para o carcereiro.Não responde:--Pode pegar o que é seu também.Os dois saem escoltados pelo carcererio.Andam em muitos corredores carregando cada uma um mochila em baixo dos braços.O carcereiro estende a mão diante do peito dos dois:--É aqui.Último ponto.O carro os espera do outro lado da porta.Vê aquele galão ali do lado esquerdo? Coloquem lá as suas coisas.Retirem as roupas que colam no corpo.Os dois se entre olham:--Estam esperando o que? Arracam logo estes trapos do corpo.Quando atravesar a porta terão roupas novas e limpas.Os dois riem sem graça.Retiram as roupas,ficando completamente nus:--Poenha isto no galão.Abram a porta e entre em silêncio.Como dois marionetes.Eles vão obedecendo.Abrem a porta...o carcerreiro empurra-os,puxa a macaneta da porta.No topo da porta uma placa dizia: FIM DA PICADA.

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

VENENO LENTO

Laert lia as manchetes do jornal exposto na parte lateral da banca.Reslove entrar na banca,e comprar um jornal.
A cidade cujo nome é Represa.Não difere de muitas cidades.Hé nela,tudo que há nas outras.A diferença está na administração.As rua são largas.Limpas.Os impostos são de fato para o bem dos usuarios.Ônibus,a população não paga.Nem metrô,nem diversão.Os cinemas,internets,teatros.Todo tipo de diversão existente,são pagos pelos governates.Prefeituras e governos.Não há dircódia nas leis,nem nos tratados.Impostos recolhidos são usados em beneficio da própria população.As empresas de ônibus,os taxis,os trens.Todo tipo de comunicação são alimentado pelos governos,tanto estadual,como municipal.
Laert com o jornal em baixo do braço.Segue ruma ao hotel.No caminho passa por Idalina.Bem vestida,usa bolsa combinando com roupa e com o sapato.Alta,bela de cabelos negros e longos.Anda de um lado à outro.Na rua transversal.Clora,se veste bem com roupas de grife.Alto louro e elegante.Quando Laert passa,Idalina olha-o até sumir na esquina.
Depois de andar algumas quadras.Há uma ladeira à beira de uma floresta.A rua tem nome de animal.Bem no cume da ladeira,uma mansão bem antiga,de três andares,com uma sacada no último andar.Perto da porta da entrada uma trilha sumia no vão da mata.Laert costuma entrar ali,subir até a cachoeira que fica a alguns metros da entrada.Se bem que era preciso andar mais ao menos uns quinze a vinte minutos pra chegar até a cachoeira.Mas, valia a pena.Laert sempre ia se destrair em baixo da água que caia fazendo uma enorme cascata.Entrava na água.Ficava ali boiando horas,e horas.
Quando Laert desceu da casa velha,a mansão propriamente dito.Era uma pousada com nome de cardeal verde misturado com hostel.Talvez o verde viesse por causa da mata.O cardeal? Bem,um religiosismo assumido,quem sabe.Era a pousada mais escondida que se podia encontrar numa cidade como Represa.A descida,acabava numa praça,que era circulada por duas avinidas.Uma dando mão de quem vem.A outra dando mão pra quem vai.Parecia rodear a praça,pois por cima do tunel era formada outra rua.Pra quem queria contornar e entrar no tunel que os leva para o mar.A praça com alguns bancos.Tudo ao redor era muito bem arrumado.Laert,sentou-se num dos bancos à beira duma frondosa árvore.abriu a maleta que carregava.Retirou de dendro o livro.Quando ia começar a ler.Oulhou,e viu uma homem de barbas branca.Cabelos compridos,usando um livro como travesseiro deitado num dos bancos.Não deu muita atenção ao fato,e continuou a sua leitura.O homem,saiu do seu lugar com o livro na mão.Aproximou-se chegando bem pertinho de Laert:---O senhor já foi ao xingu? Disse o homem em meio a palavras salpicadas.Laert respondeu um não com a cabeça.Mas,o homem não parou por ali:---Devia conhecer.O mal maior,foi a descoberta do sexo e do amor.Se não houvesse a Francisca e as outras.E o padre tivesse tido somente os seus conflitos,mas continuasse padre.Que morresse de desejos por todas.Mas,continuasse padre.Mas,não.Primeiro foi a política.depois o éter.Dai,foi um pulinho só pra se contaminar com o sexo.Ai,o padre passou a ser homem comum.Comum como os demais.Deixou de ser puro comos os indios o são.Deus um longo tempo de silêncio.Laert ali parado a ouví-lo de livro na mão.Até que o homem disse mais algumas palavras:--Que continuace padre até o fim do livro.Casto,mas padre.Saiu como veio resmungando.Laert re-colocou o livro na maleta e saiu também.Desceu a avenida,atravessou o tunel sumindo na escuridão,apezar das luzes acesas dentro do tunel.
Era um prédio antigo e três andares.Um om ensurdecedor vinha de um dos apartamentos.Que eram poucos.Era o andar da casa de Idalina.Jair,seu irmão,tinha colocado o som estridente no último volume.Aos que lhe chamavam a atenção,fazia-lhes jestos obsenos.E o som continuava estalando feito milho na panela quente.
Marquinho,parou a sua bicicleta diante do poste que ficava em frente a janela do prédio.Só depois de ter jogado uma pedra no vidro que Jair veio a janela.Viu Marquinho com um mochila nas costas.Assenou para que ele subisse.Marquinhos abriu a porta.Subiu as escadas,pois o prédio não tinha elevador.A porta já aberta,ele entrou.Jair abaixou o som,mas ligou a televisão.Ia o som tocando e a televisão falando.Tudo ao mesmo tempo.Marquinho tirou de dentro da mochila uma pacote de maconha.Um saquinho de cocaina e um comprimido de craque.Jair pagou o que era para pagar.Ele saiu sorridente descendo as escadas.Amonta na sua bicicleta e vai para outro comdomínio.
Idalina conversa com um freguês.Aceita as condições.vai com ele à um hotelzinho do outro lado da calçada.E a vida noturna continua na cidade cujo nome é Represa.O cidadão morador,ou nascido na cidade.Não precisava andar com nenhum documento de identidade.Todos os seus dados existiam no banco de dados do computador no destrito policial.Qualquer aparelho de qualquer lanhouse,ou internet,que não era pouco.A internet era feito orelhão.em cada esquina tinha um aparelho para se consultar o que o cidadão queria.Não era proíbido.Não havia limite.Não havia pagamento para nada.o cidadão pagava os impostos,daí saia as beneces inceridas para o beneficio do contribuinte.Mas a lei era severa com todos.Ricos ou pobres.Não existia lixos nas ruas.Não existia vendas a vulsas.Mas,a prostituição as drogas e as casas noturnas,eram controladas com severas penas.Toda prostituta era conhecidas pelo seu fichario.Tudo homem que fazia tipos de serviços proibidos,eram cladestinos.Jair sabia disto.Idalina sabia.Clora sabia.Mas, levavam a vida como foras-da-lei.E a lei era dura para esse tipo de gente.Não havia mendingos,pois o próprio governo se encarregava de cuidar deles.havia abrigos e ensino fundamental para todos.Depois de formados,iam trabalhar para pagar imposto e contribuir para o bem estar de todos.Cada cidadão sabia a sua resposabilidade.Que o bem estar dependia do trabalhos de cada um,e cada um contribuia sem reclamar.
O estado penalizava com severas penas,quem roubasse,assaltasse,ou vendesse drogas.A pena era de morte.
Clora subiu as escadas até o terceiro andar quase de um folego só.Baeu na porta com tanta força,que Jair não se conteve.O som estava tão alto que não dava pra ouvir quase nada:---É porta,frágil.Quer manerar! ---Tô a quase um século batendo,não abri.Talvéz derrubado a gente entra:--Quer o que aqui? ---Vi quando aquele sujeito saiu correndo daqui:--E daí! ---Daí,se Lina sabe:--Foi voc quem contou.Arranco-lhe o silicone a unhada:--Quer saber! Foda-se você.Quem sabe os dois não se agarram em uma prisão confortavel.Tenho pena é da Lina coitada.Morrendo de trabalhar dando a...deixa pra lá. Clora sai irritada.Quase no mesmo passou esbarra com a Deise subindo o último degrau.Comprimentam-se apenas pelo olhar.Jair ainda continuava meio lerdo estancado na porta:--Aleluia! A gata resolveu visitar a ralé.---É brincadeira não,a coisa tá ficando torta meu chapa;---Entra,entra! Em cima do móvel,alguns papeis de droga.Copos espalhados pelo chão.Restos de comida.Num copo com uma tampa de alumínio ele colocou o craque.Pôs fogo e começou a cheirar a fumaça.Daise não quis nada.Mas acendeu um cigarro de maconha.
Naquela noite Idalina já tinha saído com alguns homens.No momento em que ia embora,houve um confusão.Alguns tiros foram disparados.Idalina anda cambaleando até chegar em casa.Sobe as escadas quase sem aguentar.Destranca a porta,quando vai fechar,Clora impende com as mãos que ela feche a porta:---Como demorou. Fiquei aqui escondida na esperita esperando que chegasse.Lina,ah,Lina! O Jair saiu com aquela branquela pra farra.Os dois estavam notro mundo.Você precisar aconselhar o seu irmão.Do jeito que anda vai acabar morto...Deus me livre uma coisa desta...mas é Lina:--Que eu faço o que sua bicha invejosa.Que coloque cabrestos nele?Que preda o pau dele no pé da mesa? Vai se fuder,é de homem que está precisando.De um pau bem grade pra lhe satisfazer:---Estou bege! A vaca resolveu aninhar o bezerro de ouro no colo.Víbora,minha filha,se não mata lhe pica.Com trocadilho e tudo.Clora sai irritada batendo a porta.Não demorou dois minutos já estava de volta,murcha,cabisbaixo:--Desculpe-me tá! Me empresta a sua buceta.

Idalina riu.Clora sentou-se ao seu lado:--Desculpe-me! eu não devia ter entrado da maneira que entrei:--Tá,tá! Agora me ajuda com o remédio aqui.Foram limpado e colocando curativos na ferida:---Doi muito Lina? --Já passou! Como foi? quer dizer,você não consegiu correr e foi feria.Aquilo foi pra morte! ---E você Clora,estava em que lugar? A sua rua também foi atacada.Ele vasculharam tudo.--Comigo foram gentis.Me trataram bem,ainda me ofereceram ajuda.--Nós duas no mesmo lugar,se bem que não era tão perto assim.Mas o lugar era o mesmo.Como podem ser bons contigo e pervesos com as mulheres? Há algo de errado:---Não acho! foram bons,só isso! Até se esqueceram que Jair naquele momento ali não se encontrava.Idalina já refeita,procurava a chaleira pra fazer um café.Enquanto isto,iam conversando:---Você não devia ter entrado daquele jeito acusando o Jair.Esperasse até eu me alcalmar.Depoiss,só depois ia dizendo a coisa como ele é.Não havia discursões:--Desculpe,errei,me precipitei.Ora Lina,eu também estava agitada,nervosa e preocupada.---Ok,ok! Disse de outra maneira! acha que ele tá mesmo numa enracada?---Enracada talvez não.O tal do Marquinho é gente ruim.Tá jurado de morte.A Deise é outra,rica,sonsa e sanguessuga.Tudo isto junto pode dar uma vitamina intragável:---É,tem razão!Últimamente tem me pedido muito dinheiro e não diz pra que.Se pergunto,se irrita.Pra não discutir,dou sem muito questionamento.---É o tal do craque! E mata,o solvente que cheira também é o mal que mata rápido.O tratamento,já disse a ele que tem? ---Nem me fale uma coisa assim.É briga pra semana,ou o mês todo.
Quando houve um silêncio inesperado entre as duas,o telefone toca.Idalina olha assutada para o fone tocando:---Atende pra mim Clora! O meu braço ainda doi muito.Clora atende.Por alguns segundos a sua aparência muda de cor.Ela fala quase soletrando tentando fazer com que Idalina não ouvisse:---Que é Clora? Clora não responde,continua a conversar entre sim e não.Depois desliga e põe o fone no gancho:---Você não disse quem é:---A coisa não é boa Lina:--O que mais podia ser pior depois de tudo o que passei hoje? ---Uma prisão por exemplo,não podia ser pior? ---Dependendo de que foi:---Jair! ---Jair...coitado numa hora desta já está no setimo céu:--Se for céu de fogarel,é possível:--Pára de brincar Clora.Dá até vontade de rir das suas mesuras.Não me faça fazer esforço:---É brncadeira não! O Jair está mesmo feito pássaro numa jaula.
Lina vai andando rumo ao quarto do Jair.Volta com as mãos na cabeça:---É de brincadeira! Você está brincando! Ora Clora,você tem cada brincadeira besta! ---Brincadeira é? ele e o tal do Marquinho que vende as drogas.A tal Da Deise,enfim! Estão todos neste momento dormindo naquele chão duro,sem cobertor e sem nada.Pior,desta vez é morte mesmo.Duas vezes presos,é morte.é a lei minha cara Idalina.Idalina desmaia.Clora,corta um pedacinho de seus cabelos.Põe fogo.Chega-o ao nariz de Idalina.Pega um copo d'água.Corre pra lá,corre pra cá.Idalina finalmente pula literalmente da cama no chão.Olhar com os olhos aregalados para Clora:---Neste planeta.No mundo que os seres vivos vivem.O que é certo é errado.O que é errado é que certo....essa gente não tem senso de ridículo.São capazes de esperar horas num evento,só pra comer.Adoram entrar em coquiteis.Fazer qualquer coisa.Qualquer coisa mesmo! Idalina fita Clora.Clora olha com olhos esbugalhados para Idalina.Ela se deixa cair na cama.Leva a mão ao ferimento.Se contorce de febre e de dor.


Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

01

Faltando dois meses para o tão esperado fim-de-ano.Nas ruas já se podia respirar com mais tranquilidade,o que não se podia dizer dos bairros,lá aonde as autoridades não vão.As lojas já se ornamentando para as festas.Estava longe,mas é melhor començar cedo do que ter que sair na correria.
Laert bem vestido,parecia ter acabado as férias.Evair entra bolindo com as moças,mas estas não o vê,sente apenas um vento a entrar-lhes pelo decote da blusa.De normal,tudo era igual.Havia recepcionista do mundo deles,garçons,metres,seguraçãs.Tudo era normal para Laert e Evair.Menos as pessoas do mundo de Laert,o autor.No mundo de Laert da cidade do sol.Nem Evair,nem Laert podia ser vistos pelos ocupantes daqueles espaços ali ocupados pelo povo real,da vida real,do mundo da cidade do sol.O hotel da beira da praia.Um hotel de luxo.Todos tentavam contornar a crise que comias as econômias reais.No mundo em que Laert e Evair viviam,o hotel não tinha esse tipo de preocupação.Tudo corria igual.Estava tudo integrado ao perfeito funcionamento para bem serví-los.
Faltando dois meses para o tão esperado fim-de-ano.Nas ruas já se podia respirar com mais tranquilidade,o que não se podia dizer dos bairros,lá aonde as autoridades não vão.As lojas já se ornamentando para as festas.Estava longe,mas é melhor començar cedo do que ter que sair na correria.
Laert bem vestido,parecia ter acabado as férias.Evair entra bolindo com as moças,mas estas não o vê,sente apenas um vento a entrar-lhes pelo decote da blusa.De normal,tudo era igual.Havia recepcionista do mundo deles,garçons,metres,seguraçãs.Tudo era normal para Laert e Evair.Menos as pessoas do mundo de Laert.O mundo do livre arbitrio.O mundo de Laert da cidade do sol.Nem Evair,nem Laert podia ser vistos.O hotel da beira da praia,é um hotel de luxo,que tentava controlar a crise que comia as econômias.De resto,a vida seguia o seu curso diário.
Laert folheava o jornal,quando Evair --meio gatinho querendo comida ronçava aos pé de seu dono--puxa uma cadeira e se senta puxando conversa:---Estive imaginando no meu imeginario real:---Não é preciso fantasiar.Sabe tanto quanto eu que não dou vazão à rodeios:---No meio do caminho de pontos passados.Houve um deixado pra trás.De todos os personagens eliminados,há um na lista que não se enquandra:---Estou lhe dizendo pra não fazer rodeios:--Não.É que na minha memória de rã.Parece-me que é assim que vêem a minha pessoa.Um memória de rã.Retra a vida gritando num canto qualquer:---Deve ter tirado dia hoje pra versejar.Quanta poesia numa nota só.Memória de rã! Esa é nova até pra mim.Diga logo o que quer:---Até parece que vivo sob as suas ordens.Estou dizendo,que o Zé João,de lá do DOLORE'SHOTEL,ficou esquecido no meio de tudo:---É pra me interrogar,ou é pra organizar as coisas?: É que nem tudo vai indo com forme o determinado.Se a ordem era à morte de todos...um escapou:---É pra interrogar mesmo! Acredita mesmo que eu deixaria portas entre-abertas para possíveis entradas de incetos?:---É o que eu acho! Creio que um índividuo como Laert,tem na sua atenção o alerta sempre aceso.Mas,contudo,o personagem lá continua como se erva fosse:---Examine uma coisica só.Sabendo eu do estrago que a mordida de um cão faz,deixaria uma lacuna desta natureza?:--Também penso assim! É que o tal,eu mesmo vi lá trabalhando sozinho, dias depois de ter enterrado o corpo da irmã:--Até, ontem! :---Não o vi sair daqui,como ontem?:---Antes de seguir até a próxima cidade,tomei as recausões necessárias.Sabendo eu que passaria lá depois de mim,apressei-me em deixar um como isca:--Não pode.Revistei tudo quanto foi lugar.Nada encontrei:---Numa símples chave de hotel não procuraria:--Na chave do hotel? Pôs,numa chave de hotel?:---Viu como acertei.Ontem o seu ersonagem bateu as potas.Não existe mais.EVair já não se sente mai a vontade.Fica muito nervoso:---Cadê o respeito? Cadê o respeito? Pôr vírus numa chave de hotel! É subestimar demais a inteligência das pessoas de boa ídole.Numa chave de hotel!!! ---Trabalho perdido,não é mesmo meu caro Vair?:---E falta de consideração com o coitado do personagem.Vírus,colocar um vírus com os dias contados.Como eu ainda não soube disto?---Confirme mais tarde.Agora já o sabes.Laert dobra as áginas do jornal,deixando Evair andando de um lado a outro repetindo a mesma frase.
No começo da noite.Laert está no meio-fio sentado aguardando a hora de começar a retira dos sacos de lixo o alimento.Não demorou muito para o rapaz do armazém colocar os sacos no meio-fio.Com toda a calma,Laert pega o que lhe interessa.Enche a sacola que trazia consigo e sai.Laert,parado numa esquina,bem perto dali.Obseva-o caminhar com a sacola de tão cheia que estava, que fazia Laert suar.Era um suor gostoso,pois lá dentro muita coisas boa estava aguardando a hora de chegar em casa.Laert não parou de olha-lo até que chegou bem perto.Quando os dois se encontraram,o Laert do mundo do livre arbítrio,não podia ver o Laert do mundo dos personagens:Virtual.Havia no rosto de Laret resplandecido de alegria,quanto o suor que jorrava do rosto do Laert do mundo do livre arbítrio.Para o laert virtual,era como mastigar um bom prato de comida quando se está faminto.O encontro estava sendo planejado a muito.Para Laert negar a felicidade era como negar a si próprio.Faltou a trilha musical.O vinho e um bom prato pra fortalecer o momento.Pra selar o corte da fita inugural.Não foi nem mais nem menos.era exatamente do jeito planeja.Um sucesso diriam alguns.Não ficou só no espiar e pronto.Laert segui-o até onde deu pra seguir.Ia anotando cada pedaço no caderninho que carregava consigo.Laert tinha mania de anotar tudo.Calcular tudo.---Foi assim mesmo! Naquele momento,eu imaginava outra coisas.Nem penssava no dia do batismo.Veio com o vento,uma brisa leve.Olhei para o chão.Lá estava um pequeno pedaço de papel,me lembrando do dia do batismo.É Deus Laert! Deus me lembrando,já que eu tinha me esquecido.No dia seguinte,fui na igreja e marquei.Me sinto mais leve.Laert ouviu Evair relatando o acontecido sem muita atenção.A cada vez que Evair repetia a palavra do escrito.A emoção lhe comia.Ele punha nas palavras tal sentido que era impossível não acreditar nelas:--É pra nós dois.É no més que vem:--O batismo? Perguntou Laert meio sem vontade:--É Laert,no més que vem! Já dei o seu nome e o meu.É de Deus viu! Quem mais me alertaria senão Deus?---Més que vem já é dezembro:---É.Tem alguma coisa pra fazer? Não me venha com conversa.Marquei,tá marcado:--Né isso não.Pra mim tá bom! Só acho que ainda é cedo:--Jesus está à porta.Imagina se ele chega agora! "Àquele que cre e for batizado"Só depois do batismo,e se confessar os seus pecados.É preciso ser batizado entende? --Tá,tá! Marcou tá marcado.Laert não perecia querer conversar.Mesmo assim acabou alongando mais do que devia o assunto.
Sentado confortavelmente numa cadeira.Evair não se continha de tanta aflição.Laert lia como sempre o jornal.Ora livro,ora anotava,re-lia os escritos feitos por ele.A varanda do hotel que dava pro mar,se podia ver e ouvir as ondas quebando nas rochas ali bem perto da praia.Laert não conseguindo se consentrar,deu uma bronca em Evair:---Porque não vai assaltar alguém.Cheirar o calcanhar do seu protegido:---Estou desconhecendo o sujeito atrás das folhas deste jornal.Está nervoso Laert? Quer umas penas pra abanar as moscas e aliviar o calor? ----a aflição! A sua aflição me deixa arqueado.Eu bem que pedi pra não colocá-lo perto de mim.Em vão,Já que veio,que aqui está,pelo menos não me aflinja com a sua aflição:---De acordo! Totalmente de....conversar a gente pode? ---Sobre o que? ---Muita coisa! sobre muitas coisas.Evair começa a conversar sobre muitas coisas.De repente pára.Olha para um lado e para o outro.Vai até a janela.Olha para as ondas do mar agitadas.Muda o tom de vos:--No meio de muitos personagens...escaparia alguns? --De que fala agora? --Escaparia ou não? Um só que fosse:--Não.A ordem é semiar morte à cada um deles.Nenhum personagem tem o livre arbitrio para viver:---Vê como o engano é maior do que a razão:---De que tipo de razão?-- Razão dos personagens eliminados.O engano vem quando jair e Idalina passeam livrimente numa cidade.Por lá a vossa senhoria não transitou.E não é o caso de Zé joão,que serviu de espremedera.Eles sim,vivem:--Ledo engano meu caro.Assenta,que vou contar-lhe como se deu o ocorrido.--Laert começa calmo,e tranquilo.

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

PRISIONEIROS DE DEUS

Há trés meses do fim do ano.Muita coisas aconteceu no decorrer dos dias.A cidade parece respirar.Tudas as imagens,mostra que a vida sobreviveu aos movimentos contrários. É a hora da limpeza.Hora de pôr tudo em ordem.Refazer a vida da cidade.Uma coisa que chama mais a atenção.São os bichos mortos pelos cantos.Todo tipo de animais.Todo tipo de infestações ardendo no teto da cidade.Andar pelas ruas sem sentir odores espalhados pra cada centímetro que andasse.A prefeitura não dava conta,ainda que saisse catando cadavéres caídos pelos cantos.Não conseguia administrar o mau cheiro e o reclamar da sociedade.Casa que a chuva derrubou,estradas,teria que levar muito mais tempo para a reconstrução.Não,ninguém perdeu tanto quanto os ricos.Parece que Deus deu de castigar os ricos,e deixar os pobres coitados dependurados no morro,ilesos.Ainda assim,o governador vai a televisão dizer à população que tenha fé.A fé, é a arma que se empunha numa hora dessa,homem sem fé,população sem fé,é feito político sem o voto da massa.E que as festa de fim de ano acontecerão,apezar do caus e do lamaceiro.Que a população tenha confiança.Carros desgovernados.Vias interropidas,além do mau cheiro por toda a cidade.Tenha a paciência,é quase impossível sobreviver com tanta sujeira e mosquitos numa cidade as moscas! Ninguém entende ninguém.É a confusão de todos.É sempre a mesma desculpa das autoridades local e nacional.
Laert se refresca num hotel de luxo à beira da praia.Pelo menos lá não há desordem à vista dos hóspedes.Evair bem alinhado,enquanto Laert se veste apenas bermuda e calça chinelas:--O mundo acabando e você aí.De papo pro ar.--Disse Evair com ar de inveja:--Estou em ferias meu chapa.Equanto você dá seus pulinhos,eu me divirto:--Até quando? Se bem que divertir mesmo quem está se refastelando com tudo isso sou eu.Não me tem dado tempo pra nada.Essa gente só sabe reclamar e pedir.Ao menos me satisfaça aqui.E o que há de ruím,há de ruím.Nesta cidade ninguém se salva:--É o seu pensamento:--Não brinca! Além de só comer dormir, pensa nesses miseravéis?--Pra você vê! E por falar nisto,o encontro foi de bom proveito?--Encontro? Que...ah,não! Aqui a história é outra.Não me venha com...continui com as suas férias.Descansa e deixa os outros trabalharem por ti:---Disse algo em desalinho? Pelo jeito,não foi bom o encontro:--Seu semblante diz aquilo que não diz.Se é pra conforto e não contunde a causa,foi mais uma primaria na chegada.Feito um beijo mal dado.Tá explicado? Agora me deixar exercitar aquilo que sei.E faço muito bem.Enquanto eles se matam,eu me divirto.Não me venha com sermões! Passou o tempo eliminando personagens de textos teatrais.Agora que encontro o autor,quer me tira o pazer da sobremesa? --Tem a clara do sol, que encontrou o autor? --Me enganaria de outra forma.Nesse caso,foi bem estimada a oferta. --Eu não confiaria em fatos.Ainda que digam:os fatos confirmam a causa.Pra fatos não há dúvida.Eu teria as minhas.--Não está querendo com isto dizer que me engano? --Longe de mim tal afirmação.Falo de mim,do que eu não creria.Mas,cada um crer no que quer.Evair,quando saiu dali,não saiu sorridente como entrou.O seu semblante era o de quem pensa.Laert movido pela impulsão,entra para o quarto do hotel com a certeza de ter atingido o alvo no ponto certo.
Naquela mesma hora,Laert observava os catadores de sobras.Mulheres e crianças dependuradas nas bordas da caçamba do carro de lixo.De lá de dentro, retiram os pacotes de pão,de leite arroz,feijão e outros mantimentos.Dali a poucos,começam a discutir cada um querendo a porção do outro.Laert observa,não concorda com a situação,mas não se manifesta.Sai dali,e vai procurar o seu alimento noutra parte.
Evair andava destraido qunado avista Laert dobrando a esquina.Olha-o fixamente.Era a primeira vez que se encontarvam.Evair deu um longo sorriso,como se fosse motivo de comemorar.Deu dois passou em direção à esquina.Do outro lado numa mesinha de bar,Laert assentado com um copo de bebida,bebia calmamente.Era noite.Não muito tarde,nem muito cedo.O costume era de colocar à noite mesas,cadeiras,engradados,e fornalhas pra fazer churrasco.Evair,ao ver Laert,se recompôs.Andou a passos de bailarina até a mesa:--Divertindo! --Curtindo a noite.Agradavél não! Evair nada disse.Ficou a olhar em volta por longos minutos,enquanto Laert continuava a sugar o liquido do copo:---Não vem com essa que não viu--Disse Evair nervoso -- A cada passo que dou...nem de férias...palavras ditas pela sua própria boca.Dá descanso:--A reclamção vem sobre o que? --Cansado Laert.Estou cansado dessa sua farsa:--Continuo entendendendo pouco:--Não se faça de inocente:--Vamos ver se entendo.É por causa do seu homônimo? ---Não é ele o autor dos textos.Sabe muito bem que não é ele:--Eu faço o que? --Continue se refrescando e se lambuzando...quem sabe assim...deixa pra lá! Laert continuou a sugar o último gole do canteúdo que havia no copo.Deu as costas à Evair,como se não o tivesse encontrado ali.Aquela recusa de dizer alguma coisa que o satisfizesse,o deixou mais nervoso.Sabia que naquele momento laert estaria sob vigilância total.

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

03

TIE Agora Laert,sobrevive de catar latinha.A noite recolhe comida do lixo.A latinha é muito barata,mal dá pra comrar algum uténcilio para o complemento da alimentação. Laert quando saiu da sua terra para a Cidade do Sol,imaginava que lá tudo se resolveria com facilidade.Quando Laert partiu,tinha em mente o sucesso.Pra ele todos os seus problemas se resolveria ali.Mas não foi o que imaginou.Não foi aquilo que queria.A vida foi-lhe muito severa.Os sonhos foram morrendo aos poucos.A sua estadia ali na cidade se tornava a cada vez mais agustiante,e insuportável.Laert,caminhava muitos quilômetros diários para catar as latinhas,e vendê-las no dia seguinte.Quando faltava o alimento,saia à diputas com outros catadores de sobras nos contenes dos lixos dos supermercados.Muitas das vezes,ele deixava as outras pessoas pegar os pedaços, e ficava com o que sobrasse.Nas horas que podia,pegava o violão emprestado,e tocava músicas que ele próprio compunha.Há os textos que escrevia para o teatro.Poemas,Laert era um poeta e dramaturgo.Fazia de vez em quando figurações em novelas na Cidade Do Sol.Andava de canto em canto com os seus textos de peças oferecendo atores renomados,mas nenhum deles queria ver,se quer liam os textos.Já ostentava na mente um desejo reprimido.Não acreditava mais em nada.Não contava com mais nada.Não aceitava mais com clareza as coisas que viam,e iam se formando no decorrer dos dias.Laert já não acreditava mais em si.Não almejava mais sucesso algum,tampouco holofotes acesos para acender a sua vida em momento algum.Era finalmente o fim dos sonhos seus.Das decepções,sobraram a inércia dos momentos não vividos com ardor.Das camas que jamais ocuparam o seu corpo .Dos conforto que não tinha.Da miséria que lhe rondava sem cessar.Os amores que não conhecia,a não ser,o trabalho e lazer.Sexo,só era feito nos momentos de solidão e tesão:sozinho. No quarto,Laert lia alguma coisa em um livro.De vez em quando dava olhadas à janela.O mar continuava agitado,nervo.O povo acompanhava o mar.A vida não era a mesma ali. A cidade não conseguia mais esconder a angustia vivida nos momentos que se seguia.Laert não parecia mais o mesmo.Meditava,almoçava,lia sem cessar.Saia de vez em quando.Ao passo que Evair,voltava somente a noite,contando muitas novidades. É noite,quando Evair encontra com Evair.Ele caminhava a pasos largos,até encontrar um banco vazio numa praça perto de sua moradia.Evair assentou,retirou da pasta que trazia alguns papeis.Lia absolto.Evair foi aproximando com cuidado.Parou diante dele,que continuava a ler:--Preste bem atenção! Amanhã é o dia.Não me vai decepcionar.Evair ouviu como que o vento soprando.Olhou para o lado,olhou para o outro.Continuou a ler calmamente:--Ignorante,besta! Não pode me ver.Escreve em um pedaço de papel,e joga-o perto dele.Algum tempo depois Evair vê o pedaço de papel.Pega-o e lê: Amanhã é o dia? Que idiota escreveria uma coisa assim.-- Pensa um pouco mais---É amanhã, é o dia!!! É mesmo! Obrigado Deus por me lembrar!! Depois que o prédio caiu.Barbosa nunca mais ouviu falar em Laert.E numa tarde daquela semana chuvosa,quando Barbosa arrumava os restos de bugigangas para sair.Bate à porta.Ele abri com as mãos cheia de pastas.Ela entra jogando tudo no chão:--Ah não,agora não posso parar pra conversar.--Disse Barbosa---Vai sim senhor.Vai porque vim pra isso.Que consideração! É fuga é? ---Muito pelo contrário.É só uma teporada fora.Nada mais: E o escritório fica limpo? --Mudança mesmo.Me mudo pra rua de frente.A sala é bem em conta:--Se não visse com os meus próprios olhos,duvidaria! --Está se queixando por nada! --Nada? Então pensa que não sei.Está deixando este lugar pra fugir à uma cidade do interior de uma certa cidade chamanda de Represa.Está fugindo de mim Dr Barbosa? --Não fujo de ninguém.Nunca fuji de nada nesta minha vida.Encarei de frente a toda e qualquer calamidade.Já não basta encarar juizes clientes e desafetos.Que nesta profissão é o que não falta.Vem a mim dizer fujir.Tenha a panciência! Conversaram muitas hora a fio.Até que acabou em beijos,abraços e sexo.Era o que ela queria desde o começo.Depois,só depois de ter saciado como um bebado se sacia.Como animal sedento mata a sua fome.Barbosa a envolveu em seus braços.acariciou os seus cabelos.A punhalou em seus braços,deixando o seu corpo caído no canto do quarto até a noite.De noite veio com um amigo,pegou o corpo,e o jogou num terreno baldio.Arrumou a bagagem,e se foi pra cidade do interior,aonde tinha comprado casa,e montado escritório.

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

02

Naquela tarde.O mar espumante,e nervoso.Saltava feito chamas de fogo.As calçadas entupidas de areia.A água escorrendo pelas bordas da rua.Um monte de gente fascinada com o espetáculo da natureza.Um senhor que vendia alguma bugigangas,ora dizia calmo,ou em alto som:---Não tarda,e o mar toma o que era dele.Tudo isso,daqui---vai demarcando---até lá,era mar.Agora é asfalto pra carros passear.O mar volta e toma tudo.É dele mesmo.O povo parecia não querer ouvir,ou não ouvia nada.Com o barulho que faziam as ondas,não dava pra ouvir nada mesmo.Senão ver as pirotecnias feitas pelas ondas a mais de dez metros de altura.Perto dali,fica o hotel.Da sacada os hóspedes de binóculos,a olho nu.Observa o acontecimento.Na sala ao lado,Laert folheia um jornal.A notícia é do ínicio do ano.-- Dois homens,entram no banco,bem vestidos.Terno e gravata,aparentava ser homens cultos.Na noite de virada do ano ficam presos dentro do cofre.Do lado de fora,à porta perto de uma mesa,que continha restos de comida.Que provavelmente havia sido deixado pelos dois.Os homens já havia colocado dois sacos entupidos de dinheiro encontados na mesa.Mortos,foram encontrados pelos faxineiros do dia.Laert,lê muitas vezes.Depois dobra o jornal e o coloca pertos dos pratos em cima da mesa.Ouve uma voz bastante conhecida,e se vira:---Depois de tanto tempo hein Laert! Era Evair.berm vestido e mais moderno:--Se as pedra se encontram,que dira nós dois.Evair puxa uma cadira,assenta,pega o jornal:---Já li! Atrasado meu caro Laert.Não é do seu costume chegar atrasado.Que este jornal já tem quase um ano de impresso.O tempo deste lado do mundo passa muito rápido.Laert esborsa um rizinho,mas não retruca:--Quere dizer então que agora é pra valer mesmo?---Do que fala meu caro?---Chegou um pouco depois dos fatos.Agora não foi?---É,mais o que tem isso de importante? Aqui estou,aqui me firmo:---Já deu uma volta por ai?---Pra que? Pra ver as mesmas coisas.Nas cidades grandes,tudo é do mesmo jeito. Na rua,os carros berrando parecendo querer engolir as pessoas.As ondas já não tem mais a mesma altura.as ruas sujas de areia que se junta ao barro, que se junta ao lixo jogado,tudo numa mesma comunhão.Do alto balcão do hotel se vê melhor o caus.A impressão no dado momento,é que o mar engoliria mesmo a cidade,tal e qual dissera o ambulante.Mas,as pessoas não parecia comungar do mesmo sentimento.Era tudo uma festa só.Fotografias eram tiradas das ondas,das rua,do chão,até dos coqueirais ali existente.Era gente feito formiga andando de um lado a outro.Evair foi quem começou a descrever o fato:--Imagina se fosse hoje?Agora,neste instante? Imagina! tudo destruído num só segundo:---Não sei do que fala!---E veio aqui pra que? Passar ferias? ---Talvez! ---Se quiser,pode me dizer.Veio aqui pra que? Laert,desta vez não diz mais nada.A rua continua a ser envadida pela areia.O mundo parecia querer acabar naquele instante.O mar não dava trégua alguma.Evair fica cada vez mais nervoso,e sai do salão do hotel aborrecido. Barbosa ainda não tinha arrumado a maleta pra ir embora.Mesmo sabendo que lá fora o vendaval não dava passagem à ninguém.Que o mar havia saido do seu nível abtual.É quando Laert bate à porta.Ele abre,mas não com a alegria costumeira:--Me achou numa hora ruím meu caro Laert.Já me aprontro pra sair.Conseguiu chegar aqui como? A rua está uma pandemônio danado:---Vim a pé pela calçada.A coisa tá feia,mas deu pra chegar:---Vamos sair.No caminho lhe conto sobre o emprego,vai topar mesmo?---É um caminho.Vão conversando e andando ruma ao elevador:---Posso convidar o Andarde pra me fazer companhia? ---Deve,é bom para os dois.Andrade é forte,poderá lhe proteger se precisar.Você dorme lá em minha casa.Andrade no bar:---Por mim tudo bem.Resta saber se ele aceita;---Não tá fazendo nada:---Converse com ele,se aceitar,pago um salário minímo.A você vou pagar mais um pouco.Lhe darei casa e comida também. No hotel,Laert se veste confortavelmente e sai pra dar um passeio.Lá em baixo,Evair já de terno e gravata, conversa com alguma pessoas sobre o que ocorre ali.A rua cheia de poças d'água.Calçadas caíndo.Um caus total.A Cidade do Sol não ostenta mais o nome que tem.É sujeira pra todos os lados.A prefeitura não consegue conter por muito tempo as reclamações.Ainda que tivesse mil homens pra enviar,nada podiam fazer diante de tanta calamidade.Os turistas já não andavam mais pelas ruas com medo dos ratos,da peste,e das doenças provocadas pelos mosquitos.Nos aeroportos o caus era maior. Atrasos, ninguém conseguia informação precisa.Na televisão o presidente,o governador,pediam compreenção:---Isto é passageiro! Não há motivo pra tanta preocupação.--Dizia o presidente na tela da televisão.Parecia o juizo final.A cidade do Sol entristecera de uma hora para a outra.O mar revolto.A chuva que não dava trégua.Em meio a catrastrofe , camelôs vendiam capas,grarda-chuvas e afins. Laert dentro do hotem lia as notícias,e via o jornal na televisão.Evair,dele pouco se sabe.Saiu pra dar um passeio e não voltou.Laert,dentro da mata na sua cabana comia,depois saia pra catar as latinhas e vender.Não durou muito tempo a trabalho oferecido pelo Barbosa.Andrade,vendo que Laert era mais fraco do que ele,tomou-lhe o emprego.Barbosa ficou do lado do Andrade.Mais durou pouco.Uma ventania derrubou o prédio de treis andares onde estava o bar do Barbosa.Foi de noite.Andrade saiu correndo pra avisar os moradores.Uma ponta aguda de uma estaca atravessa-o ao meio.Não sobrou nada do prédio.Agora Laert,sobrevive de catar latinha.A noite recolhe comida do lixo pra não morrer de fome.A latinha é muito barata,mal dá pra comprar algum uténcilio para o complemento da alimentação

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

01

Naquela tarde.O mar espumante,e nervoso.Saltava feito chamas de fogo.As calçadas entupidas de areia.A água escorrendo pelas bordas da rua.Um monte de gente fascinada com o espetáculo da natureza.Um senhor que vendia alguma bugigangas,ora dizia calmo,ou em alto som:---Não tarda,e o mar toma o que era dele.Tudo isso,daqui---vai demarcando---até lá,era mar.Agora é asfalto pra carros passear.O mar volta e toma tudo.É dele mesmo.O povo parecia não querer ouvir,ou não ouvia nada.Com o barulho que faziam as ondas,não dava pra ouvir nada mesmo.Senão ver as pirotecnias feitas pelas ondas a mais de dez metros de altura.Perto dali,fica o hotel.Da sacada os hóspedes de binóculos,a olho nu.Observa o acontecimento.Na sala ao lado,Laert folheia um jornal.A notícia é do ínicio do ano.-- Dois homens,entram no banco,bem vestidos.Terno e gravata,aparentava ser homens cultos.Na noite de virada do ano ficam presos dentro do cofre.Do lado de fora,à porta perto de uma mesa,que continha restos de comida.Que provavelmente havia sido deixado pelos dois.Os homens já havia colocado dois sacos entupidos de dinheiro encontados na mesa.Mortos,foram encontrados pelos faxineiros do dia.Laert,lê muitas vezes.Depois dobra o jornal e o coloca pertos dos pratos em cima da mesa.Ouve uma voz bastante conhecida,e se vira:---Depois de tanto tempo hein Laert! Era Evair.berm vestido e mais moderno:--Se as pedra se encontram,que dira nós dois.Evair puxa uma cadira,assenta,pega o jornal:---Já li! Atrasado meu caro Laert.Não é do seu costume chegar atrasado.Que este jornal já tem quase um ano de impresso.O tempo deste lado do mundo passa muito rápido.Laert esborsa um rizinho,mas não retruca:--Quere dizer então que agora é pra valer mesmo?---Do que fala meu caro?---Chegou um pouco depois dos fatos.Agora não foi?---É,mais o que tem isso de importante? Aqui estou,aqui me firmo:---Já deu uma volta por ai?---Pra que? Pra ver as mesmas coisas.Nas cidades grandes,tudo é do mesmo jeito. Na rua,os carros berrando parecendo querer engolir as pessoas.As ondas já não tem mais a mesma altura.as ruas sujas de areia que se junta ao barro, que se junta ao lixo jogado,tudo numa mesma comunhão.Do alto balcão do hotel se vê melhor o caus.A impressão no dado momento,é que o mar engoliria mesmo a cidade,tal e qual dissera o ambulante.Mas,as pessoas não parecia comungar do mesmo sentimento.Era tudo uma festa só.Fotografias eram tiradas das ondas,das rua,do chão,até dos coqueirais ali existente.Era gente feito formiga andando de um lado a outro.Evair foi quem começou a descrever o fato:--Imagina se fosse hoje?Agora,neste instante? Imagina!