Não era nem hora,quando Barbosa entra no elevador do prédio.No décimo andar,diante da porta do elevador.A porta do escritório seu.Com um rosto abatido,carregando uma pasta empapuçada de documentos.
Naquele dia,estava chegando mais cedo.A empregada,que não falava bem o portugês.Recebe-o assim que toca a campanhinha.Vendo-o de cara amarrada,já sabia.Não era hora de conversar.Barbosa,pega o telefone.Liga uma duas vezes,só então diz alguma coisa a empregada,que naquele momento,estava lá na cozinha.Ele lhe chama:--Dona Nair! D.Nair aparece enxugando as mãos:--É alguma coisa Sr Barbosa?---Veja como anda esta mesa,Dona Nair,É papel pra todos os lados:--É culpa da Dona Nena.O Senhor sabe,ela não ouve a gente:---Depois trato disto também.Pode deixar aí que eu mesmo limpo.Vai continuar a sua limpeza na cozinha.Ela sai.Ele fica com a mão no queixo imaginativo.Nena,é uma mulher resolvida.Namora com Barbosa a algum tempo.Quer se casar,ele não.É um entrave na vida dele.Além do mais tem os casos,os longos processos.Os dias a fio enfunados no tribunal.A pasta que pesa o dobro quando caminha.O apartamento que vive sozinho a sua espera.A arruma de coisas pra fazer,lá e cá.A vida de um advogado trabalhita nesta cidade do sol é pra ver,e largar.Essa gente feito formiga travegando pra lá e pra cá.comendo sanduíche de tudo enquanto é tipo.A falta de tempo,e o corre-corre.De vez enquando o calor do verão.A indigestão de fatos abruptos.Se torcer o jonal,sai sangue.A misquinhês dos passantes.A ganância dos menos favorecidos,e os grampos.Tudo muito surreal.Uma vida vendida e sofrida nos dias atuais.Nem Barbosa,nem a cidade caminha à passos rápidos.Daí a pouco,só lhe resta a solidão das noites contínuas.Nem bem acabara de atender a um telefonema de serviço.A atenção é disperta pelo soar da campanhinha da porta.Nem bem a porta é aberta.Uma senhora vem vestida,carregando uma bolsa grade.Adentra na sala soltando os bichos.
Tudo muito surreal.Uma vida vendida e sofrida nos dias atuais.Nem Barbosa,nem a cidade caminha à passos rápidos.Daí a pouco,só lhe resta a solidão das noites contínuas.Nem bem acabara de atender a um telefonema de serviço.A atenção é desperta pelo soar do toque na porta.Nem bem a porta é aberta.Entra linete.loira,cabelos esvoaçando--fiquei tempo demais na esquina a tua espera. por onde entrou? É invisível? Tinha certeza que não passaria sem me ver.Aqui estás.E a porta é uma só.Barbosa não digo nem que sim,nem que não:--Preste atenção em mim,senhor Barbosa.Estou falando a ti.Mas, não,nem a tonta da tua empregada sabe exatamente aonde se encontra o patrão.Na hora do sexo,é bom não é.Agora agüenta meu caro.Comeu,fez mal,vomita. Barbosa com a semblante vermelho.Ainda esboça um sorriso amarelo.Ela fala,fala.Depois de se cansar.Se deixa cair numa poltrona no canto da sala:---Sabe como se abate uma rã? --Disse Barbosa com a língua entre os dente.Com a calma de uma preguiça subindo no galho de uma árvore:---Põe-se a coitada numa panela.---Se a camarada coloca a bichinha na panela com a água já em ebulição,ela pula fora.--- Mas,se a colocar numa panela com a água ainda fria,e põe a panela no fogo.A coitada não sente.A água vai aquecendo de vagarinho.Ela vai se acostumando e achando bom...boom! Dali a pouco, está pronta pra ser comida.É assim!--na medida em que pronunciava as frases,Barbosa as interpretam com tamanho realismo,que ao término.Ela assustada, pede pra ir ao banheiro.depois se despede.Barbosa ri um riso irônico e sarcástico.A campanhinha sua num tom estridente.Barbosa grita a emprega.Ela no momento não se emcontra no recinto.Ele se levanta de mal agrado,abri a porta:---Laert! Só você mesmo pra me floreir o dia.Entra,asssente aqui.--Puxa a cadeira.Laert senta e começa a falar:---Foi marcado o batismo.Evair acha melhor que seja no dia de menos agitação:---Vai ser evangêlico? Está certo que é isto que quer? ---Talvez assim a vida mude de rumo.Não dá Dr. Barbosa.Esse sofrimento tem que acabar.Cada dia acontece uma coisa nova.Dizem que sendo evangêlico,a gente muda de vida.Tudo munda:---Sei não! Mas...se é o que quer,quem sou eu pra dizer o contrário.Quer um cafezinho?---Laert aceita.A conversa vai indo:---Aquela louca apereceu aqui dizendo mais uma das suas doidices.Você diz que tem proplemas! Ela é como um sino que toca de contínuo.Não ha quem agüente.Só tenho um caminho a seguir: Me livrar dela,ou me mudar pro interior.Pra cidade de represa.Tenho um escritório e casa lá.Só vou pra tirar uns dias de ferias e volto.Olha Laert,isto é entre você e eu.Nunca fale disto pra ninguém:---Quem diz que dinheiro é sinônimo de tranquilidade,mente.O senhor que tem tanto,tem lá os seus propleminhas também.Eu que nada tenho,ainda me chamam de sem nada.Que eu só sirvo pra ocupar espaço.Éh,novela acaba,filmes acaba,o mantimento acaba.Só o meu sofrimento parece não ter fim.Já entrei nesta cidade como quem jogou pedra na cruz:---Se emocione não meu amigo.Nada dura para sempre.Vamos sair e almoçar.Você ainda não almoçou não é mesmo? Barbosa pega a pasta de trabalho,saem conversando.Laert,caminha a passos lento.Chega a rua sinuosa de posse de alguma sacolas.Sobe a cada curva com o suor escorrendo em seu rosto.No meio da cerca,há uma portinha que mal cabe o corpo dele.Ainda teria que andar um pouco mais floresta adentro.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário