quarta-feira, 11 de junho de 2008

CRISÁLIDA

A cidade do Sol parecia não aceitar os últimos raios de sol escondidos atrás da montanhas.O mar revolto indagava a todo instante o paradeiro do vento,que encrespavam suas ondas.Aparentemente,a cidade sobrevivia ao caos.A vida misturada à novidades e esperança de um ano melhor.Papeis cortados caindo das janelas dos edifícios,confundiam-se com a sujeira da rua.Lojas lotadas de gente, à comprar seus presentes.É um adeus nos melhores moldes.Era o ano que definhava,e a vida salpicava seus cânticos em torno do velho, a espera do novo.Raís carregava uma sacola preta enorme.Do seu lado Romã assobiava cânticos de boas vindas, ao novo ano que viria.Abrem a porta de vidro aonde ficava os caixas vinte e quatro horas.Ninguém ali retirava dinheiro algum.Raís retira do bolso uma chave.Abre a porta no meio de dois caixas.Entra,Romã o acompanha.Do lado de dentro uma escada dava numa outra sala.Dentro da sala,outra escada os leva ao subsolo.Romã com as duas mãos segurando a sacola,desce cada degrau firmando-a no piso.Numa sala bem espaçosa.Há um cofre de parede a parede.A porta tem a largura de uma fenda a outra.Raís,retira do bolso um controle remoto.Liga-o.aperta alguns botões.No meio da porta,há um visor.Ele acende,os números começam a piscar no mostrador.Raís aperta o outro orifício do controle.Os números começam a decrescer.Com um sorriso nos lábios,Raís e Romã sentem-se seguros:- O dinheiro que há ai dentro,um homem só não consegue carregar.-Disse Raís entusiasmado.Ramã,pega uma cadeira.Coloca-a de frente ao cofre.Fixa os olhos no mostrador:-O terno lhe caiu bem!É outro homem.Viu como faz diferença! Se alguém estivesse retirando dinheiro nos caixas eletrônico não notaria a gente.Pensaria que somos gerentes.Numa igreja evangélica, se entrar assim,assentar no banco de trás.O pastor vem lá do púlpito,e o convida a sentar no banco da frente.Vê,um terno faz milagre.Romã parecia não ouvir nada.Olhou para Raís:-O dinheiro que tá ai dentro...um homem só não consegue carregar!-Olhou fixamente par o visor afixado na porta do cofre.Raís,esborsa um sorriso:-Vou ver se encontro alguma coisa pra beber.Quer que lhe trago alguma coisa?-Refrigerante,se tiver! Raís se vira e sai para a cozinha.Romã,olha para o relógio.Vê que Raís demora.Começa a ficar temeroso.Anda de um lado a outro.Senta,levanta.Vai até a porta.A impaciência toma conta de tudo ali.Quando resolve sair, pra ver o que se passa.Raís entra com uma bandeja abarrotado de comida.Uma garrafa de vinho com copos de plásticos pelo gargalo.Uma garrafa de refrigerante na outra mão.Quase não conseguia andar,com tanta coisa presa até a barriga:-Achei que tinha passado mal..sei lá!Tanta demora pra ir ali.Raís vai colocando vários salgados num pratinho,o refrigerante.Dá-o ao Romã.Coloca vinho,antes,pergunta ao romã:-Um pouco de vinho pra esquentar?-Obrigado! Sou fraco pra bebida! -Forte! É forte pra bebida!só quem é forte,consegue olhar,manusear,e não beber.Os fracos,pelos contrário.Não consegue.Quem é fraco,tenta parar,mas,é impossível.Os forte,nem chega perto.Se bebem,sabem controlar:-Depois desta aula,é impossível beber um só copo...não,prefiro refrigerante.É mais saudavel.Comem comsatisfação.Romã, come,olha para os números.Acaba,olha para o lado:-O silêncio é que assusta:-Se não tivesse me livrado do intruso.Eu não me sentiria tranquilo:-Intruso?- O coitado do vigia lá na cozinha.Comia alguma coisa quando entrei.o susto foi tanto,que nem teve tempo de sacar a arma.Aprendi abater,sem fazer barrulho.Coloquei-o dentro do freezer.Este não nos causa mais preocupação:-Matar! Não tínhamos prometido evitar o corrimento de sangue?-Sim,mas, foi apenas contratempo.Não ia ficar sossegado,com um espcto rondando sala a sala.Houve novamente um longo silêncio.Romã,ora sentado no banquinho,ora em pé e Raís assentado.os números iam seguindo sempre em ordem descrescente:-Ouviu?-Disse Romã-Ouvi barulho de quem abre uma porta.Agora desce as escadas:-É nada não:-Tem,tem sim! tem gente caminhando no corredor:-é na sua imaginação:-Sim,ouço bem claro!Eu sabia,sabia que não seria tão fácil assim.Parecia ser,mas,não é.Tem gente vindo.É passos mesmo:-Tem nada não.Acalme-se!-Não,não quero ser pego aqui.Aí meu Deus são muitos! São muitos!
Romã andava de um lado ao outro.Esfregava as mãos.Assentava,fitava os olhos no visor.Se lembrava dos ruídos,voltava a comentar nervoso.Até que Raís consegiu convence-lo,de que estavam mesmo sozinhos:---Está aqui pra que?-perguntou raís:-O mesmo pensamento que tem eu sustento.Estamos fazendo o que neste lugar,num fim de ano?Compras?---Digo,porque veio fazer estas compras numa hora inaprórpiada?---Pra ser gente de classe ora! ---Taí o resultado.Gente de classe! A sua família já é de classe.Quer ser mais o que?---Livre.O dinheiro nos liberta.Proporciona-nos conforto e liberdade:---É o que se pensa.Dinheiro algum dá a ninguém felicidade.O dinheiro facilita tudo.Mas,comprar não compra nada que nos torne felises.Não adianta ter muito dinheiro e ser infelises,adianta?Nem ser desabonado de saúde tendo quinhões de dinheiro.É bom quando se tem como,e por que gastar.Eu por minha vez,venho do seguinte proposito:liberdade e liberdade.Dá um basta em tudo.Corerr mundo,me livrar da mulher que só sabe reclamar.Gastar com outras de outra raça e situação:---Não foi o que eu disse.Comungo em tudo da sua idéia e decisão.--Na medida que vão conversando,esquecem do cofre,dos números.É no momento que ouve-se alguns chiados e vozes.Romã que estava començando a ficar convencido da solidão dos dois.dá um salto do banquinho:---Não disse,diz que é mentira,diz!---Calma,vamos averigüar.--Sai Raís com a arma na mão.Algum tempo depois.Romã já ruía todas as unhas possíveis.Raís aparece com um rádio transmissor na mão:--Era isso! Todo o tempo era este pequeno rádio transmissor.Alguém lá do outro lado está querendo conversar com o vigia:---Morto,o vigia está morto dentro do freezer na cozinha.Não foi o que disse a pouco.É pior,muito pior! Eles vêm pra cá.vem sim! temos que correr.Este maldito cofre que não abre! Adeus liberdade!---Calma já disse.Numa hora desta,estão ocupados com as comemorações.Daqui a pouco será a hora dos fogos.Não viriam aqui numa hora desta.--Raís põe o radio em cima da mesinha:---Vou beber alguma coisa pra ver se me reabilito.Quer algo pra beber?--Se tiver mais refrigerante.--Ela vai até a cozinha.Demora um pouco.Romã estava tão preocupado olhar para rádio,que nem vê o cofre se abindo.Raís entrando,vê a porta aberta.Deixa as garrafas de plásticos contendo refrigerante e alguns copos de plásticos cairem no chão.Romã estatala os olhos.Pegam as sacolas amarelas de uma fibra grossa,cada um uma sacola grande.Romã pára e diz alguma coisa:---Tem algo que não consigo me lembrar.Sei que é imporatnte.O que é não sei:--Deixa pra lembrar depois vamos,não temos muito tempo.Entram no cofre,demora alguns minutos.Saem cada um com uma sacola entupida até a boca e amarrada.colocam as sacolos perto da mesa.Pega outra sacola,entram novamente no cofre.Desta vez,demoram mais do que deviam.Feito vento forte em dias de chuva.Água correnteza abaixo.A porta de uma vez só bate, fechando os dois lá dentro. A igreja era uma casa antiga.De frente,olhando para a rua,a janela ficava constantimente fechada.Na fachada a placa com o nome da igreja.IGREJA EVANGÉLICA MUNDO NOVO.do lado de dentro havia duas janela e duas porta.Uma a algum espaço da outra.No centro,bem de frente,o púlpito.ao lado,uma escada com uma porta semi-serrada.Naquela hora a igreja estava lotada.Evair com o microfone na mão,cantava de olhos fechado.A banda formada por:Ismael na bateria,Jacó no teclado,David na gruta e Daniel no baixo.Patrícia e Evair faziam as vozes.Toda a igreja de pé,cantando muito animado.Laert assentado na terceira fileira de quem vem do púlpito para a porta de saída.Terminado o louvor.Da escada,a pastora Lins de Sousa,observa com sorriso nos lábios,os fiéis.Desce od degraus como quem caminha na passarela da moda.Na mão direita trás um microfone todo dourado.Na esquerda,a bíblia.Chegando ao púlpito.Coloca a bíblia aberta na parte que vai ler.Faz uma oração.convida os fiéis à assentarem.começa a ler.Muito tempo depois de o sermão ter proclamado.Faz os avisos:---meus queridos irmão.Sabemos que é fim de ano.E daqui a pouco a meia noite os fogos serão estourados.amanhã neste mesmo horário,já é ano novo.Tudo aquilo que era velho, vai ficar aqui.Mas...com as novidades,vem os impostos,o programa de rádio.Contas de todos os tipos entram com o novo ano.A gente continua,o ano não.Estou dizendo isto,para que os irmãos tenham a chama de cristo dentro do coração e o espírito santo de Deus ilumine a consciência de cada um aqui.Dê irmãos,dê uma oferta generoso,pra que Deus dê a vocês com abastância.não economizem,nos dízimos nem nas ofertas na noite de hoje.Vamos cear com o coração contrito e regalado pelo amor de Cristo Jesus.-Os fiéis fazem uma fila no meio do corredor.cada um coloca um ofertas à quem é de oferta;dízimos à quem é de dízimos.Com novo sorriso,a pastora,dá a bênção final:--Que o Senhor ponha a mão sobre ti e ti dê a paz.

0 comentários: