Laert lia as manchetes do jornal exposto na parte lateral da banca.Reslove entrar na banca,e comprar um jornal.
A cidade cujo nome é Represa.Não difere de muitas cidades.Hé nela,tudo que há nas outras.A diferença está na administração.As rua são largas.Limpas.Os impostos são de fato para o bem dos usuarios.Ônibus,a população não paga.Nem metrô,nem diversão.Os cinemas,internets,teatros.Todo tipo de diversão existente,são pagos pelos governates.Prefeituras e governos.Não há dircódia nas leis,nem nos tratados.Impostos recolhidos são usados em beneficio da própria população.As empresas de ônibus,os taxis,os trens.Todo tipo de comunicação são alimentado pelos governos,tanto estadual,como municipal.
Laert com o jornal em baixo do braço.Segue ruma ao hotel.No caminho passa por Idalina.Bem vestida,usa bolsa combinando com roupa e com o sapato.Alta,bela de cabelos negros e longos.Anda de um lado à outro.Na rua transversal.Clora,se veste bem com roupas de grife.Alto louro e elegante.Quando Laert passa,Idalina olha-o até sumir na esquina.
Depois de andar algumas quadras.Há uma ladeira à beira de uma floresta.A rua tem nome de animal.Bem no cume da ladeira,uma mansão bem antiga,de três andares,com uma sacada no último andar.Perto da porta da entrada uma trilha sumia no vão da mata.Laert costuma entrar ali,subir até a cachoeira que fica a alguns metros da entrada.Se bem que era preciso andar mais ao menos uns quinze a vinte minutos pra chegar até a cachoeira.Mas, valia a pena.Laert sempre ia se destrair em baixo da água que caia fazendo uma enorme cascata.Entrava na água.Ficava ali boiando horas,e horas.
Quando Laert desceu da casa velha,a mansão propriamente dito.Era uma pousada com nome de cardeal verde misturado com hostel.Talvez o verde viesse por causa da mata.O cardeal? Bem,um religiosismo assumido,quem sabe.Era a pousada mais escondida que se podia encontrar numa cidade como Represa.A descida,acabava numa praça,que era circulada por duas avinidas.Uma dando mão de quem vem.A outra dando mão pra quem vai.Parecia rodear a praça,pois por cima do tunel era formada outra rua.Pra quem queria contornar e entrar no tunel que os leva para o mar.A praça com alguns bancos.Tudo ao redor era muito bem arrumado.Laert,sentou-se num dos bancos à beira duma frondosa árvore.abriu a maleta que carregava.Retirou de dendro o livro.Quando ia começar a ler.Oulhou,e viu uma homem de barbas branca.Cabelos compridos,usando um livro como travesseiro deitado num dos bancos.Não deu muita atenção ao fato,e continuou a sua leitura.O homem,saiu do seu lugar com o livro na mão.Aproximou-se chegando bem pertinho de Laert:---O senhor já foi ao xingu? Disse o homem em meio a palavras salpicadas.Laert respondeu um não com a cabeça.Mas,o homem não parou por ali:---Devia conhecer.O mal maior,foi a descoberta do sexo e do amor.Se não houvesse a Francisca e as outras.E o padre tivesse tido somente os seus conflitos,mas continuasse padre.Que morresse de desejos por todas.Mas,continuasse padre.Mas,não.Primeiro foi a política.depois o éter.Dai,foi um pulinho só pra se contaminar com o sexo.Ai,o padre passou a ser homem comum.Comum como os demais.Deixou de ser puro comos os indios o são.Deus um longo tempo de silêncio.Laert ali parado a ouví-lo de livro na mão.Até que o homem disse mais algumas palavras:--Que continuace padre até o fim do livro.Casto,mas padre.Saiu como veio resmungando.Laert re-colocou o livro na maleta e saiu também.Desceu a avenida,atravessou o tunel sumindo na escuridão,apezar das luzes acesas dentro do tunel.
Era um prédio antigo e três andares.Um om ensurdecedor vinha de um dos apartamentos.Que eram poucos.Era o andar da casa de Idalina.Jair,seu irmão,tinha colocado o som estridente no último volume.Aos que lhe chamavam a atenção,fazia-lhes jestos obsenos.E o som continuava estalando feito milho na panela quente.
Marquinho,parou a sua bicicleta diante do poste que ficava em frente a janela do prédio.Só depois de ter jogado uma pedra no vidro que Jair veio a janela.Viu Marquinho com um mochila nas costas.Assenou para que ele subisse.Marquinhos abriu a porta.Subiu as escadas,pois o prédio não tinha elevador.A porta já aberta,ele entrou.Jair abaixou o som,mas ligou a televisão.Ia o som tocando e a televisão falando.Tudo ao mesmo tempo.Marquinho tirou de dentro da mochila uma pacote de maconha.Um saquinho de cocaina e um comprimido de craque.Jair pagou o que era para pagar.Ele saiu sorridente descendo as escadas.Amonta na sua bicicleta e vai para outro comdomínio.
Idalina conversa com um freguês.Aceita as condições.vai com ele à um hotelzinho do outro lado da calçada.E a vida noturna continua na cidade cujo nome é Represa.O cidadão morador,ou nascido na cidade.Não precisava andar com nenhum documento de identidade.Todos os seus dados existiam no banco de dados do computador no destrito policial.Qualquer aparelho de qualquer lanhouse,ou internet,que não era pouco.A internet era feito orelhão.em cada esquina tinha um aparelho para se consultar o que o cidadão queria.Não era proíbido.Não havia limite.Não havia pagamento para nada.o cidadão pagava os impostos,daí saia as beneces inceridas para o beneficio do contribuinte.Mas a lei era severa com todos.Ricos ou pobres.Não existia lixos nas ruas.Não existia vendas a vulsas.Mas,a prostituição as drogas e as casas noturnas,eram controladas com severas penas.Toda prostituta era conhecidas pelo seu fichario.Tudo homem que fazia tipos de serviços proibidos,eram cladestinos.Jair sabia disto.Idalina sabia.Clora sabia.Mas, levavam a vida como foras-da-lei.E a lei era dura para esse tipo de gente.Não havia mendingos,pois o próprio governo se encarregava de cuidar deles.havia abrigos e ensino fundamental para todos.Depois de formados,iam trabalhar para pagar imposto e contribuir para o bem estar de todos.Cada cidadão sabia a sua resposabilidade.Que o bem estar dependia do trabalhos de cada um,e cada um contribuia sem reclamar.
O estado penalizava com severas penas,quem roubasse,assaltasse,ou vendesse drogas.A pena era de morte.
Clora subiu as escadas até o terceiro andar quase de um folego só.Baeu na porta com tanta força,que Jair não se conteve.O som estava tão alto que não dava pra ouvir quase nada:---É porta,frágil.Quer manerar! ---Tô a quase um século batendo,não abri.Talvéz derrubado a gente entra:--Quer o que aqui? ---Vi quando aquele sujeito saiu correndo daqui:--E daí! ---Daí,se Lina sabe:--Foi voc quem contou.Arranco-lhe o silicone a unhada:--Quer saber! Foda-se você.Quem sabe os dois não se agarram em uma prisão confortavel.Tenho pena é da Lina coitada.Morrendo de trabalhar dando a...deixa pra lá. Clora sai irritada.Quase no mesmo passou esbarra com a Deise subindo o último degrau.Comprimentam-se apenas pelo olhar.Jair ainda continuava meio lerdo estancado na porta:--Aleluia! A gata resolveu visitar a ralé.---É brincadeira não,a coisa tá ficando torta meu chapa;---Entra,entra! Em cima do móvel,alguns papeis de droga.Copos espalhados pelo chão.Restos de comida.Num copo com uma tampa de alumínio ele colocou o craque.Pôs fogo e começou a cheirar a fumaça.Daise não quis nada.Mas acendeu um cigarro de maconha.
Naquela noite Idalina já tinha saído com alguns homens.No momento em que ia embora,houve um confusão.Alguns tiros foram disparados.Idalina anda cambaleando até chegar em casa.Sobe as escadas quase sem aguentar.Destranca a porta,quando vai fechar,Clora impende com as mãos que ela feche a porta:---Como demorou. Fiquei aqui escondida na esperita esperando que chegasse.Lina,ah,Lina! O Jair saiu com aquela branquela pra farra.Os dois estavam notro mundo.Você precisar aconselhar o seu irmão.Do jeito que anda vai acabar morto...Deus me livre uma coisa desta...mas é Lina:--Que eu faço o que sua bicha invejosa.Que coloque cabrestos nele?Que preda o pau dele no pé da mesa? Vai se fuder,é de homem que está precisando.De um pau bem grade pra lhe satisfazer:---Estou bege! A vaca resolveu aninhar o bezerro de ouro no colo.Víbora,minha filha,se não mata lhe pica.Com trocadilho e tudo.Clora sai irritada batendo a porta.Não demorou dois minutos já estava de volta,murcha,cabisbaixo:--Desculpe-me tá! Me empresta a sua buceta.
Idalina riu.Clora sentou-se ao seu lado:--Desculpe-me! eu não devia ter entrado da maneira que entrei:--Tá,tá! Agora me ajuda com o remédio aqui.Foram limpado e colocando curativos na ferida:---Doi muito Lina? --Já passou! Como foi? quer dizer,você não consegiu correr e foi feria.Aquilo foi pra morte! ---E você Clora,estava em que lugar? A sua rua também foi atacada.Ele vasculharam tudo.--Comigo foram gentis.Me trataram bem,ainda me ofereceram ajuda.--Nós duas no mesmo lugar,se bem que não era tão perto assim.Mas o lugar era o mesmo.Como podem ser bons contigo e pervesos com as mulheres? Há algo de errado:---Não acho! foram bons,só isso! Até se esqueceram que Jair naquele momento ali não se encontrava.Idalina já refeita,procurava a chaleira pra fazer um café.Enquanto isto,iam conversando:---Você não devia ter entrado daquele jeito acusando o Jair.Esperasse até eu me alcalmar.Depoiss,só depois ia dizendo a coisa como ele é.Não havia discursões:--Desculpe,errei,me precipitei.Ora Lina,eu também estava agitada,nervosa e preocupada.---Ok,ok! Disse de outra maneira! acha que ele tá mesmo numa enracada?---Enracada talvez não.O tal do Marquinho é gente ruim.Tá jurado de morte.A Deise é outra,rica,sonsa e sanguessuga.Tudo isto junto pode dar uma vitamina intragável:---É,tem razão!Últimamente tem me pedido muito dinheiro e não diz pra que.Se pergunto,se irrita.Pra não discutir,dou sem muito questionamento.---É o tal do craque! E mata,o solvente que cheira também é o mal que mata rápido.O tratamento,já disse a ele que tem? ---Nem me fale uma coisa assim.É briga pra semana,ou o mês todo.
Quando houve um silêncio inesperado entre as duas,o telefone toca.Idalina olha assutada para o fone tocando:---Atende pra mim Clora! O meu braço ainda doi muito.Clora atende.Por alguns segundos a sua aparência muda de cor.Ela fala quase soletrando tentando fazer com que Idalina não ouvisse:---Que é Clora? Clora não responde,continua a conversar entre sim e não.Depois desliga e põe o fone no gancho:---Você não disse quem é:---A coisa não é boa Lina:--O que mais podia ser pior depois de tudo o que passei hoje? ---Uma prisão por exemplo,não podia ser pior? ---Dependendo de que foi:---Jair! ---Jair...coitado numa hora desta já está no setimo céu:--Se for céu de fogarel,é possível:--Pára de brincar Clora.Dá até vontade de rir das suas mesuras.Não me faça fazer esforço:---É brncadeira não! O Jair está mesmo feito pássaro numa jaula.
Lina vai andando rumo ao quarto do Jair.Volta com as mãos na cabeça:---É de brincadeira! Você está brincando! Ora Clora,você tem cada brincadeira besta! ---Brincadeira é? ele e o tal do Marquinho que vende as drogas.A tal Da Deise,enfim! Estão todos neste momento dormindo naquele chão duro,sem cobertor e sem nada.Pior,desta vez é morte mesmo.Duas vezes presos,é morte.é a lei minha cara Idalina.Idalina desmaia.Clora,corta um pedacinho de seus cabelos.Põe fogo.Chega-o ao nariz de Idalina.Pega um copo d'água.Corre pra lá,corre pra cá.Idalina finalmente pula literalmente da cama no chão.Olhar com os olhos aregalados para Clora:---Neste planeta.No mundo que os seres vivos vivem.O que é certo é errado.O que é errado é que certo....essa gente não tem senso de ridículo.São capazes de esperar horas num evento,só pra comer.Adoram entrar em coquiteis.Fazer qualquer coisa.Qualquer coisa mesmo! Idalina fita Clora.Clora olha com olhos esbugalhados para Idalina.Ela se deixa cair na cama.Leva a mão ao ferimento.Se contorce de febre e de dor.
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