quarta-feira, 14 de outubro de 2009

02

Naquela semana.Clora não parava nem na pensão,nem em lugar nenhum.Idalina havia morrido.Jair havia morrido.Ela estava só.Anadava com os nervos à flor da pele,embora tentasse esconder..Marcou encontro com whostinho no café.Um lugar meio deserto e sombrio:--É pra detonar de uma vez só.Amanhã aquele malfadado julgamento acaba.Não é pra esperar sairem de lá pra acabar com cada de um a um.Tem de ser de uma vez.Do meu quarto Whastinho,quero ver o clarão.Depois? Ora depois a cratera testemunhará o que fizemos.Sem deixar pistas.-- Whastinho que havia ficado calado.Dá o seu ponto de vista:--Se os molengas der mole e aí?--Nem pensar numa coisa assim.Deus nós livre de falhar.É certo que está tudo dentro da..."aspas"casa de Deus.Que Deus tenha misericórdia daquele coitado que está sendo sabatinado,torturado e sacudido pelos chamados senhores do clero e do povo.Em nome de Idalina e do Jair,a gente vai.
Nem era preciso acrescentar coisa alguma.Era o lavar de alma.Clora ainda tinha o que fazer entorando pelas beiradas.Dentro da cabine dupla,contendo alguma bugigangas.Eles comiam alguns sanduíches e bebiam sucos de laranja com acerola.Outros dos que ali estavam,comiam pastéis:--Desculpe-me, tenho outroas urgências para conduzir.Clora sai do carro limpando a roupa.O carro de cabine dupla,começa a deslisar suavimente em direção à igreja.A praça deserta. Algumas pessoas entravam na igreja,outras,estancam-se na calçada.Se indentificando os da guarda,Wastinho convesa e convence-os,entra descendo rampa a baixo.