sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

PRISIONEIROS DE DEUS

Há trés meses do fim do ano.Muita coisas aconteceu no decorrer dos dias.A cidade parece respirar.Tudas as imagens,mostra que a vida sobreviveu aos movimentos contrários. É a hora da limpeza.Hora de pôr tudo em ordem.Refazer a vida da cidade.Uma coisa que chama mais a atenção.São os bichos mortos pelos cantos.Todo tipo de animais.Todo tipo de infestações ardendo no teto da cidade.Andar pelas ruas sem sentir odores espalhados pra cada centímetro que andasse.A prefeitura não dava conta,ainda que saisse catando cadavéres caídos pelos cantos.Não conseguia administrar o mau cheiro e o reclamar da sociedade.Casa que a chuva derrubou,estradas,teria que levar muito mais tempo para a reconstrução.Não,ninguém perdeu tanto quanto os ricos.Parece que Deus deu de castigar os ricos,e deixar os pobres coitados dependurados no morro,ilesos.Ainda assim,o governador vai a televisão dizer à população que tenha fé.A fé, é a arma que se empunha numa hora dessa,homem sem fé,população sem fé,é feito político sem o voto da massa.E que as festa de fim de ano acontecerão,apezar do caus e do lamaceiro.Que a população tenha confiança.Carros desgovernados.Vias interropidas,além do mau cheiro por toda a cidade.Tenha a paciência,é quase impossível sobreviver com tanta sujeira e mosquitos numa cidade as moscas! Ninguém entende ninguém.É a confusão de todos.É sempre a mesma desculpa das autoridades local e nacional.
Laert se refresca num hotel de luxo à beira da praia.Pelo menos lá não há desordem à vista dos hóspedes.Evair bem alinhado,enquanto Laert se veste apenas bermuda e calça chinelas:--O mundo acabando e você aí.De papo pro ar.--Disse Evair com ar de inveja:--Estou em ferias meu chapa.Equanto você dá seus pulinhos,eu me divirto:--Até quando? Se bem que divertir mesmo quem está se refastelando com tudo isso sou eu.Não me tem dado tempo pra nada.Essa gente só sabe reclamar e pedir.Ao menos me satisfaça aqui.E o que há de ruím,há de ruím.Nesta cidade ninguém se salva:--É o seu pensamento:--Não brinca! Além de só comer dormir, pensa nesses miseravéis?--Pra você vê! E por falar nisto,o encontro foi de bom proveito?--Encontro? Que...ah,não! Aqui a história é outra.Não me venha com...continui com as suas férias.Descansa e deixa os outros trabalharem por ti:---Disse algo em desalinho? Pelo jeito,não foi bom o encontro:--Seu semblante diz aquilo que não diz.Se é pra conforto e não contunde a causa,foi mais uma primaria na chegada.Feito um beijo mal dado.Tá explicado? Agora me deixar exercitar aquilo que sei.E faço muito bem.Enquanto eles se matam,eu me divirto.Não me venha com sermões! Passou o tempo eliminando personagens de textos teatrais.Agora que encontro o autor,quer me tira o pazer da sobremesa? --Tem a clara do sol, que encontrou o autor? --Me enganaria de outra forma.Nesse caso,foi bem estimada a oferta. --Eu não confiaria em fatos.Ainda que digam:os fatos confirmam a causa.Pra fatos não há dúvida.Eu teria as minhas.--Não está querendo com isto dizer que me engano? --Longe de mim tal afirmação.Falo de mim,do que eu não creria.Mas,cada um crer no que quer.Evair,quando saiu dali,não saiu sorridente como entrou.O seu semblante era o de quem pensa.Laert movido pela impulsão,entra para o quarto do hotel com a certeza de ter atingido o alvo no ponto certo.
Naquela mesma hora,Laert observava os catadores de sobras.Mulheres e crianças dependuradas nas bordas da caçamba do carro de lixo.De lá de dentro, retiram os pacotes de pão,de leite arroz,feijão e outros mantimentos.Dali a poucos,começam a discutir cada um querendo a porção do outro.Laert observa,não concorda com a situação,mas não se manifesta.Sai dali,e vai procurar o seu alimento noutra parte.
Evair andava destraido qunado avista Laert dobrando a esquina.Olha-o fixamente.Era a primeira vez que se encontarvam.Evair deu um longo sorriso,como se fosse motivo de comemorar.Deu dois passou em direção à esquina.Do outro lado numa mesinha de bar,Laert assentado com um copo de bebida,bebia calmamente.Era noite.Não muito tarde,nem muito cedo.O costume era de colocar à noite mesas,cadeiras,engradados,e fornalhas pra fazer churrasco.Evair,ao ver Laert,se recompôs.Andou a passos de bailarina até a mesa:--Divertindo! --Curtindo a noite.Agradavél não! Evair nada disse.Ficou a olhar em volta por longos minutos,enquanto Laert continuava a sugar o liquido do copo:---Não vem com essa que não viu--Disse Evair nervoso -- A cada passo que dou...nem de férias...palavras ditas pela sua própria boca.Dá descanso:--A reclamção vem sobre o que? --Cansado Laert.Estou cansado dessa sua farsa:--Continuo entendendendo pouco:--Não se faça de inocente:--Vamos ver se entendo.É por causa do seu homônimo? ---Não é ele o autor dos textos.Sabe muito bem que não é ele:--Eu faço o que? --Continue se refrescando e se lambuzando...quem sabe assim...deixa pra lá! Laert continuou a sugar o último gole do canteúdo que havia no copo.Deu as costas à Evair,como se não o tivesse encontrado ali.Aquela recusa de dizer alguma coisa que o satisfizesse,o deixou mais nervoso.Sabia que naquele momento laert estaria sob vigilância total.

sábado, 17 de janeiro de 2009

03

TIE Agora Laert,sobrevive de catar latinha.A noite recolhe comida do lixo.A latinha é muito barata,mal dá pra comrar algum uténcilio para o complemento da alimentação. Laert quando saiu da sua terra para a Cidade do Sol,imaginava que lá tudo se resolveria com facilidade.Quando Laert partiu,tinha em mente o sucesso.Pra ele todos os seus problemas se resolveria ali.Mas não foi o que imaginou.Não foi aquilo que queria.A vida foi-lhe muito severa.Os sonhos foram morrendo aos poucos.A sua estadia ali na cidade se tornava a cada vez mais agustiante,e insuportável.Laert,caminhava muitos quilômetros diários para catar as latinhas,e vendê-las no dia seguinte.Quando faltava o alimento,saia à diputas com outros catadores de sobras nos contenes dos lixos dos supermercados.Muitas das vezes,ele deixava as outras pessoas pegar os pedaços, e ficava com o que sobrasse.Nas horas que podia,pegava o violão emprestado,e tocava músicas que ele próprio compunha.Há os textos que escrevia para o teatro.Poemas,Laert era um poeta e dramaturgo.Fazia de vez em quando figurações em novelas na Cidade Do Sol.Andava de canto em canto com os seus textos de peças oferecendo atores renomados,mas nenhum deles queria ver,se quer liam os textos.Já ostentava na mente um desejo reprimido.Não acreditava mais em nada.Não contava com mais nada.Não aceitava mais com clareza as coisas que viam,e iam se formando no decorrer dos dias.Laert já não acreditava mais em si.Não almejava mais sucesso algum,tampouco holofotes acesos para acender a sua vida em momento algum.Era finalmente o fim dos sonhos seus.Das decepções,sobraram a inércia dos momentos não vividos com ardor.Das camas que jamais ocuparam o seu corpo .Dos conforto que não tinha.Da miséria que lhe rondava sem cessar.Os amores que não conhecia,a não ser,o trabalho e lazer.Sexo,só era feito nos momentos de solidão e tesão:sozinho. No quarto,Laert lia alguma coisa em um livro.De vez em quando dava olhadas à janela.O mar continuava agitado,nervo.O povo acompanhava o mar.A vida não era a mesma ali. A cidade não conseguia mais esconder a angustia vivida nos momentos que se seguia.Laert não parecia mais o mesmo.Meditava,almoçava,lia sem cessar.Saia de vez em quando.Ao passo que Evair,voltava somente a noite,contando muitas novidades. É noite,quando Evair encontra com Evair.Ele caminhava a pasos largos,até encontrar um banco vazio numa praça perto de sua moradia.Evair assentou,retirou da pasta que trazia alguns papeis.Lia absolto.Evair foi aproximando com cuidado.Parou diante dele,que continuava a ler:--Preste bem atenção! Amanhã é o dia.Não me vai decepcionar.Evair ouviu como que o vento soprando.Olhou para o lado,olhou para o outro.Continuou a ler calmamente:--Ignorante,besta! Não pode me ver.Escreve em um pedaço de papel,e joga-o perto dele.Algum tempo depois Evair vê o pedaço de papel.Pega-o e lê: Amanhã é o dia? Que idiota escreveria uma coisa assim.-- Pensa um pouco mais---É amanhã, é o dia!!! É mesmo! Obrigado Deus por me lembrar!! Depois que o prédio caiu.Barbosa nunca mais ouviu falar em Laert.E numa tarde daquela semana chuvosa,quando Barbosa arrumava os restos de bugigangas para sair.Bate à porta.Ele abri com as mãos cheia de pastas.Ela entra jogando tudo no chão:--Ah não,agora não posso parar pra conversar.--Disse Barbosa---Vai sim senhor.Vai porque vim pra isso.Que consideração! É fuga é? ---Muito pelo contrário.É só uma teporada fora.Nada mais: E o escritório fica limpo? --Mudança mesmo.Me mudo pra rua de frente.A sala é bem em conta:--Se não visse com os meus próprios olhos,duvidaria! --Está se queixando por nada! --Nada? Então pensa que não sei.Está deixando este lugar pra fugir à uma cidade do interior de uma certa cidade chamanda de Represa.Está fugindo de mim Dr Barbosa? --Não fujo de ninguém.Nunca fuji de nada nesta minha vida.Encarei de frente a toda e qualquer calamidade.Já não basta encarar juizes clientes e desafetos.Que nesta profissão é o que não falta.Vem a mim dizer fujir.Tenha a panciência! Conversaram muitas hora a fio.Até que acabou em beijos,abraços e sexo.Era o que ela queria desde o começo.Depois,só depois de ter saciado como um bebado se sacia.Como animal sedento mata a sua fome.Barbosa a envolveu em seus braços.acariciou os seus cabelos.A punhalou em seus braços,deixando o seu corpo caído no canto do quarto até a noite.De noite veio com um amigo,pegou o corpo,e o jogou num terreno baldio.Arrumou a bagagem,e se foi pra cidade do interior,aonde tinha comprado casa,e montado escritório.

sábado, 10 de janeiro de 2009

02

Naquela tarde.O mar espumante,e nervoso.Saltava feito chamas de fogo.As calçadas entupidas de areia.A água escorrendo pelas bordas da rua.Um monte de gente fascinada com o espetáculo da natureza.Um senhor que vendia alguma bugigangas,ora dizia calmo,ou em alto som:---Não tarda,e o mar toma o que era dele.Tudo isso,daqui---vai demarcando---até lá,era mar.Agora é asfalto pra carros passear.O mar volta e toma tudo.É dele mesmo.O povo parecia não querer ouvir,ou não ouvia nada.Com o barulho que faziam as ondas,não dava pra ouvir nada mesmo.Senão ver as pirotecnias feitas pelas ondas a mais de dez metros de altura.Perto dali,fica o hotel.Da sacada os hóspedes de binóculos,a olho nu.Observa o acontecimento.Na sala ao lado,Laert folheia um jornal.A notícia é do ínicio do ano.-- Dois homens,entram no banco,bem vestidos.Terno e gravata,aparentava ser homens cultos.Na noite de virada do ano ficam presos dentro do cofre.Do lado de fora,à porta perto de uma mesa,que continha restos de comida.Que provavelmente havia sido deixado pelos dois.Os homens já havia colocado dois sacos entupidos de dinheiro encontados na mesa.Mortos,foram encontrados pelos faxineiros do dia.Laert,lê muitas vezes.Depois dobra o jornal e o coloca pertos dos pratos em cima da mesa.Ouve uma voz bastante conhecida,e se vira:---Depois de tanto tempo hein Laert! Era Evair.berm vestido e mais moderno:--Se as pedra se encontram,que dira nós dois.Evair puxa uma cadira,assenta,pega o jornal:---Já li! Atrasado meu caro Laert.Não é do seu costume chegar atrasado.Que este jornal já tem quase um ano de impresso.O tempo deste lado do mundo passa muito rápido.Laert esborsa um rizinho,mas não retruca:--Quere dizer então que agora é pra valer mesmo?---Do que fala meu caro?---Chegou um pouco depois dos fatos.Agora não foi?---É,mais o que tem isso de importante? Aqui estou,aqui me firmo:---Já deu uma volta por ai?---Pra que? Pra ver as mesmas coisas.Nas cidades grandes,tudo é do mesmo jeito. Na rua,os carros berrando parecendo querer engolir as pessoas.As ondas já não tem mais a mesma altura.as ruas sujas de areia que se junta ao barro, que se junta ao lixo jogado,tudo numa mesma comunhão.Do alto balcão do hotel se vê melhor o caus.A impressão no dado momento,é que o mar engoliria mesmo a cidade,tal e qual dissera o ambulante.Mas,as pessoas não parecia comungar do mesmo sentimento.Era tudo uma festa só.Fotografias eram tiradas das ondas,das rua,do chão,até dos coqueirais ali existente.Era gente feito formiga andando de um lado a outro.Evair foi quem começou a descrever o fato:--Imagina se fosse hoje?Agora,neste instante? Imagina! tudo destruído num só segundo:---Não sei do que fala!---E veio aqui pra que? Passar ferias? ---Talvez! ---Se quiser,pode me dizer.Veio aqui pra que? Laert,desta vez não diz mais nada.A rua continua a ser envadida pela areia.O mundo parecia querer acabar naquele instante.O mar não dava trégua alguma.Evair fica cada vez mais nervoso,e sai do salão do hotel aborrecido. Barbosa ainda não tinha arrumado a maleta pra ir embora.Mesmo sabendo que lá fora o vendaval não dava passagem à ninguém.Que o mar havia saido do seu nível abtual.É quando Laert bate à porta.Ele abre,mas não com a alegria costumeira:--Me achou numa hora ruím meu caro Laert.Já me aprontro pra sair.Conseguiu chegar aqui como? A rua está uma pandemônio danado:---Vim a pé pela calçada.A coisa tá feia,mas deu pra chegar:---Vamos sair.No caminho lhe conto sobre o emprego,vai topar mesmo?---É um caminho.Vão conversando e andando ruma ao elevador:---Posso convidar o Andarde pra me fazer companhia? ---Deve,é bom para os dois.Andrade é forte,poderá lhe proteger se precisar.Você dorme lá em minha casa.Andrade no bar:---Por mim tudo bem.Resta saber se ele aceita;---Não tá fazendo nada:---Converse com ele,se aceitar,pago um salário minímo.A você vou pagar mais um pouco.Lhe darei casa e comida também. No hotel,Laert se veste confortavelmente e sai pra dar um passeio.Lá em baixo,Evair já de terno e gravata, conversa com alguma pessoas sobre o que ocorre ali.A rua cheia de poças d'água.Calçadas caíndo.Um caus total.A Cidade do Sol não ostenta mais o nome que tem.É sujeira pra todos os lados.A prefeitura não consegue conter por muito tempo as reclamações.Ainda que tivesse mil homens pra enviar,nada podiam fazer diante de tanta calamidade.Os turistas já não andavam mais pelas ruas com medo dos ratos,da peste,e das doenças provocadas pelos mosquitos.Nos aeroportos o caus era maior. Atrasos, ninguém conseguia informação precisa.Na televisão o presidente,o governador,pediam compreenção:---Isto é passageiro! Não há motivo pra tanta preocupação.--Dizia o presidente na tela da televisão.Parecia o juizo final.A cidade do Sol entristecera de uma hora para a outra.O mar revolto.A chuva que não dava trégua.Em meio a catrastrofe , camelôs vendiam capas,grarda-chuvas e afins. Laert dentro do hotem lia as notícias,e via o jornal na televisão.Evair,dele pouco se sabe.Saiu pra dar um passeio e não voltou.Laert,dentro da mata na sua cabana comia,depois saia pra catar as latinhas e vender.Não durou muito tempo a trabalho oferecido pelo Barbosa.Andrade,vendo que Laert era mais fraco do que ele,tomou-lhe o emprego.Barbosa ficou do lado do Andrade.Mais durou pouco.Uma ventania derrubou o prédio de treis andares onde estava o bar do Barbosa.Foi de noite.Andrade saiu correndo pra avisar os moradores.Uma ponta aguda de uma estaca atravessa-o ao meio.Não sobrou nada do prédio.Agora Laert,sobrevive de catar latinha.A noite recolhe comida do lixo pra não morrer de fome.A latinha é muito barata,mal dá pra comprar algum uténcilio para o complemento da alimentação