terça-feira, 15 de abril de 2008
COURO CRU
A neve começava a dissipar.Dava pra ver os ramos das árvores cobertos de gotas.Em volta,as montanhas cercava os arredores da fazenda.Edvaldo olhava cuidadoso um lago,que lá de cima se via quase como uma poça de nada.Vozes pedindo socorro ecoava entre os monte do vale verde.dava pra ouvir como um eco seco vindo de muito longe.Edvaldo olha,coça a cabeça.espora o cavalo,continuando a sua caminhada. Na saleta da fazenda.Sô chico sentado numa cadeira de balanço,corta o fumo.Põe a palha entre os dedos.Vai aos poucos picando o fumo com um canivete e colocando na mão.Levanta os olhos,vê Edvaldo vindo montado no cavalo.Ele empurra a cancela.Entra,amarra o cavalo no mourão do lado do curral: - Vaca tá atolada lá no lamaçal:-Não ajudou a desatolar a coitado mode que?:-Com as pernas que entrou há sair:-Sozinha moço?Ela vai é morrer!:-Morri nada,trem ruim não morri assim não.Continuam a conversar.Vão mudando o assunto de uma maneira simples e voraz:-Mas a cerca ocê jogou no chão?:-Hi é pra jogar?:-Que bosta de homem ocê é que não enfrenta aquela gente e joga tudo no chão?:-O senhor vai me desculpar,mas nada tinha sido sacramentado.Agora tô vendo que é pra fazer.Se é pra fazer,a gente faz mesmo.Nem que eu tenha que matar uns dois.Alguns segundos após,Mareciana sorridente.Oferece à Edvaldo o café da manhã.Era sempre assim.Levava os bois para o pasto.Voltava,tomava o café bem farto.No meio da conversa Edvaldo assentado enquanto Sô Chico fumava o cigarrinho de palha. Na beirada do lago.Edvaldo vê Chico passando os dedos numa rama de alga de água doce:-Vim por os pontos nos finais das frases:-Veio pra por o que?: O senhor sabe muito bem:- Ainda que eu soubesse.-Vira-se,não dá muita atenção:-Um homem quando fala com o outro,quer é ser ouvido.Não é bom dar as costas:-Deixa de besteira Edvaldo,ouviu conversa dos outros,foi? Se tem divida tem que pagar.Não é ao Marquinho que tem de pagar,é a mim.Do Marquinho,já comi o fígado.Homem fofoqueiro trambiqueiro e viado,a gente esfola é vivo:-Não diga uma coisa desta Chico.Quem tem telhado de vidro e perna de pau,não deve andar por aí desfazendo das pessoas.-Sem muita conversa.Chico saca o revolver e atira.Edvaldo cai da cadeira sob o olhar espantado do Sô Chico: - Deus o livre! Deus me livre! - Que isso Divaldo? Tá com dor de barriga?-Né não Sô Chico.Acabei passando por uma madorna.Tava ai perto do senhor,que arrancou a garrucha da cintura,deu um tiro bem aqui no meio do meu peito.Quando cai,acordei:-Deus me livre de fazer uma coisa desta com ocê moço.-Edvaldo se dirija a porta pra sair:-Já vai? -Vou,me lembrei que tenho muita coisa ainda pra fazer la' em casa.Edvaldo sai correndo,monta no seu cavalo,sai a galope:-Muito esquisito esse Divaldo.Numa hora tá ai sentado.Dorme,acorda dizendo que lhe dei um tiro.Tá é doido! É a cachaça da de todos os dias.Divaldo tá é precisando casa.Homem sozinho,a vontade sobe pra cabeça,ai começa a ver e ouvir coisas.Desejo reprimido é fogo. No dia seguinte.Em uma casa pequena,distante dali.Uns homens em volta de uma fogueira,contam causos,riem e bebem cachaça numa cuia,que vai andando de mão em mão.Sô Chico e Edvaldo,assentados numa toro de madeira, observam os que estão ao redor da fogueira:-Ocê se quisesse tinha salvado a coitada.-Disse Sô Chico-:-Salvar como? A danada estava lá no meio do lamaçal.Se eu entro,tinha ficado lá também:- Puxasse com um galho de ramo ora!:-Falar tanto de fora, é muito fácil.Era dois defuntos velados agora,se eu entro.Nisto,Chiquinho,o filho de Sô Chico,aproxima-se deles:-A mãe já tá querendo ir embora.A lua já sumiu no céu,tá muito escuro pra gente andar de volta:-Pois vamos gente.Amanhã na hora do enterro a gente volta.-Dona Merenciana aparece,despede-se dos que estavam em volta da fogueira.Ela segura no braço de Chiquinho:-E ocê Divaldo?Vai ou fica:-Acho que vou ficar um pouco mais.Amanhã madrugo pra levar os bois pro pasto.-Despedem-se.Dona Merenciana amonta no cavalo.Sô Chico no outro,Chiquinho atrás.Seguem rumo a sua casa,adentrando na escuridão da estrada. Edvaldo tinha acabado de tomar o seu café da manhã,quando Sô Chico entra sala adentro até a cozinha:- Então é assim? Conta tem de ser paga? Chico observa-o com o olhar fixo no chão: -Estou perguntado? Se é que sabe tudo,deve saber por que boi baba,como respira o peixe em baixo d'água? E por que razão os homens se estranham? Ela continua calado.Pega um copo do balcão.Bebe o conteúdo.Cospe o resto no chão:-É Edvaldo! Quando matei o Márcio,vulgo marquinho.Nada fiz para que me respondesse.Propõe-me um enigma ordinário:-Matou o coitado covarde mente.Por fogo num homem com gasolina,não é serviço de homem honesto.Quero ver encarar cara-a cara.Mais uma vez,ele não diz nada.Edvaldo puxa-o pelo braço:-Vai ou não vai me dizer?-Da cinta,Chico tira uma faca,enfia-a no coração de Edvaldo que cai gemendo.Neste instante,Edvado caído ao chão geme com se estivesse sido atingido por alguma cosa.Sô Chico entra e dá-lhe um grito:-Ficou doido é? Levanta dai homem!- É nada não Sô Chico,é um daqueles sonhos que tenho tido.Desta vez o senhor me deu foi uma peixerada no peito.Tô sentindo a dor até agora.Deixa eu ir me embora.Tô vendo que vai é chover.Deixei o café lá no sol.Sai correndo passando as mãos pelas pernas e camisa:-Deu pra isto agora.Tá ai sentado.Duma hora pra outra,cai na madorna.Levanta gemendo e sai as pressas. Que chuva?O céu tá limpo feito um cristal.Que tá acontecendo com o Divaldo mereciana?-Dona Merenciana,lá da cozinha não ouve.Da saleta até a cozinha há um bom caminho pra chegar.tem o corredor.Os quartos.A sala de jantar,uma saletinha,só ai chega na cozinha.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
08
Dias depois.Ao ministrar o culto.O pastor animado como de custume.dançava,gritava.falava àquelas linguas estranhas.Malabachimba,malamichuria de michuria,por ai vai.Num dado momento,parou de repente.Levou a mão até a testa.Caiu feito fruta pobre quando cai do pé da árvore.Houve um corre,corre.Era tarde, o pastor não respirava mais.Fim da linha,fim dos dias.A igreja não era mais a mesma.Houve um crescimento repentino.De tradicional,passou a ser uma igreja renovada.Permitindo que os fieis falecem as tais de línguas estranhas.O comercio de livros, chamados livros abençoados.Cantinas para as bençãos de Deus,e dizímos,para o movimento da igreja.No corredor,a faxine ira está em pé esperando a porta do quarto de Clora ser aberta.Em suas mãos,balde,escovão e vassoura.A porta é aberta:-Pra que isto ai?- Indagou Clora-Pra varrer,escovar e limpar o chão ora.-Largue tudo isto ai no corredor e entre.-Ela obedesce.Enta no quarto.Há uma mesa posta.Tem de tudo um pouco.Prece que é para o café da manhã.Parece,pois,à quela hora do dia,não era horário para alguém tomar café.Era pra um jantar.o sol já tinha se posto.As luzes da rua estavam acesas.Que café fora de hora era esse?Clora depois de muita pergunta esclarece:-Evidente que não se toma café numa hora destas.Ora,se o quarto é meu,aqui tudo me pertence.Preparo o que eu quiser,na hora que eu quiser.-Ela concordou,foi assentar na cama:-Não.É aqui que quero de se sente:-Nesta mesa?Junto com a senhora?:-Preparei pra nós duas Zoé:-Êpa!Quando a senhora me chama pelo nome,boa coisa não é.Quem foi agora?:-Wagner!:-A senhora mandou o Wagner pro outro lado?:-Era muita mentira que saia da boca dele.contador de vantagem,enrolado e faltava muito.Pra um garçom não fica bem deixar os fregueses esperando:-Bastava mandar o homem procurar um outro emprego:-É bastava.Ele vive melhor agora:-Já empacotou tudo então:-Como é o costume aqui.-Muda de assunto:-Não foi pra isto que preparei esta linda mesa.Coloquei ai,coisa que você gosta.É pra celebrar:-Chocolate.-Ela vai pegar um bombom:-Eu não comeria este bombom.-Zoé coloca o bombom de novo no prato:-credo dona Clora:-Foi deste que vagner comeu e não acordou mais.Tome o do bule,é o melhor.-Zoé pega o bule.cola o chocolate na xícara.Pega um sonho,come com prazer saboreando com cuidado.Quando a xícara esta vazia:-Foi o que eu disse:eu não comeria deste sonho aqui-Pega o sonho:-Não confiaria em nada que foi colocado nesta mesa.Mas,a fome é ...a fome não nos deixa escolha.-Zoé se levanta.Olha pra todos lados.Olhar pra Clora que ria:-A senhora está zombando de mim.Já fez isto outras vezes.-So que o efeito é muito rápido.Zoé já começa a sentir tonturas.Assenta na cama.Clora ria muito.Não um rizo macabro,sem regras.Um riso quase pra si própria.Com a felicidade estampada no rosto.Clora também assenta na cama.Pega a cabeça de Zoé,colo-a em seu colo:-O que me doi nisto tudo minha amiga.é ter que fazer de você o meu espantalho,depois descartá-la como se fosse a palha do milho.É a vida de marionetes.Um dia o controlador tem de se decidir entre ficar com a boneca velha,ou afeiçoar-se a nova.Minha ausência nestes últimos dias do trabalho era exactamente o plano.Ainda tem o dinheiro que aquela Miss Moron conseguiu me fazer dona.do destino dela,de Idalina o palhaço do circo.O fogo no circo.Jair.Jair foi talvez pra mim,momento mais dolorido.Você também será.A xícara que a gente gosta se quebra,coloca-se outra em seu lugar.-Zóe vai ouvindo tudo.Sente uma calmaria,mas está lúcida.Vira devagar a mão até as costas.Retira um punhal bem afiado:-Eu sempre soube que um dia isto ia acontecer Clora.Tanto que me preparei esse tempo todo.Imaginava deitar-me aqui,como estou agora.Você me acariciando os cabelos.Como faz agora.Eu viraria a minha mão.Pega um punhal,que trazia escondido,pra esse momento.Cravaria o punhal no seu coração.Com faço agora.-Clora dá um grito.Mas nada consegue dizer.Zoé cravou o punhal bem no centro do coração dele.De olhos arregalados,deita o corpo na almofada.Zoé sentindo o efeito do veneno aumentar cada vez mais.Consegue chegar até a campanhinha e toca-la.Evair está olhando o desenho que passa no televisor.De subto ele se levanta,da um grito horrível:- Nãaao!!!Laert,parado diante da janela.Joga os pedaços de papel ao vento que os leva.Era a promissória que Clora tinha assinado.As malas dele em cima da cama aguardava o momento de partir.
Assim que Laert jogou os pedaços de papel ao vento.Voltou-se para o livro azul de capa dura em cima da cama.Folheou-o até a última página.Um nome havia sido riscado.Era uma folha em branco com uma única letra Z.Ele fechou o livro,colocou-o dentro da maleta.trancou-a.do lado da cama a mala já pronta aguardava-o.Ele pega a mala e a maleta.sai do quarto.Tranca a porta,fica com a chave na mão.Caminha em direcção ao elevador.No fundo do corredor,aparece um garçom empurrando um carrinho destes que carrega os alimentos de hoteis.Muitos iguarias eram levadas ali naquele carrinho.Laert observa-o quando passa por ele.O rapaz cumprimenta-o.Em uma porta de frente para o quarto da onde Laert tinha saído.O garçom bate à porta,mas, ela se abri,ele entra.A porta do elevador abri.Laert entra.
Assim que Laert jogou os pedaços de papel ao vento.Voltou-se para o livro azul de capa dura em cima da cama.Folheou-o até a última página.Um nome havia sido riscado.Era uma folha em branco com uma única letra Z.Ele fechou o livro,colocou-o dentro da maleta.trancou-a.do lado da cama a mala já pronta aguardava-o.Ele pega a mala e a maleta.sai do quarto.Tranca a porta,fica com a chave na mão.Caminha em direcção ao elevador.No fundo do corredor,aparece um garçom empurrando um carrinho destes que carrega os alimentos de hoteis.Muitos iguarias eram levadas ali naquele carrinho.Laert observa-o quando passa por ele.O rapaz cumprimenta-o.Em uma porta de frente para o quarto da onde Laert tinha saído.O garçom bate à porta,mas, ela se abri,ele entra.A porta do elevador abri.Laert entra.
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