quinta-feira, 13 de novembro de 2008
01
Naquela tarde.O mar espumante,e nervoso.Saltava feito chamas de fogo.As calçadas entupidas de areia.A água escorrendo pelas bordas da rua.Um monte de gente fascinada com o espetáculo da natureza.Um senhor que vendia alguma bugigangas,ora dizia calmo,ou em alto som:---Não tarda,e o mar toma o que era dele.Tudo isso,daqui---vai demarcando---até lá,era mar.Agora é asfalto pra carros passear.O mar volta e toma tudo.É dele mesmo.O povo parecia não querer ouvir,ou não ouvia nada.Com o barulho que faziam as ondas,não dava pra ouvir nada mesmo.Senão ver as pirotecnias feitas pelas ondas a mais de dez metros de altura.Perto dali,fica o hotel.Da sacada os hóspedes de binóculos,a olho nu.Observa o acontecimento.Na sala ao lado,Laert folheia um jornal.A notícia é do ínicio do ano.-- Dois homens,entram no banco,bem vestidos.Terno e gravata,aparentava ser homens cultos.Na noite de virada do ano ficam presos dentro do cofre.Do lado de fora,à porta perto de uma mesa,que continha restos de comida.Que provavelmente havia sido deixado pelos dois.Os homens já havia colocado dois sacos entupidos de dinheiro encontados na mesa.Mortos,foram encontrados pelos faxineiros do dia.Laert,lê muitas vezes.Depois dobra o jornal e o coloca pertos dos pratos em cima da mesa.Ouve uma voz bastante conhecida,e se vira:---Depois de tanto tempo hein Laert! Era Evair.berm vestido e mais moderno:--Se as pedra se encontram,que dira nós dois.Evair puxa uma cadira,assenta,pega o jornal:---Já li! Atrasado meu caro Laert.Não é do seu costume chegar atrasado.Que este jornal já tem quase um ano de impresso.O tempo deste lado do mundo passa muito rápido.Laert esborsa um rizinho,mas não retruca:--Quere dizer então que agora é pra valer mesmo?---Do que fala meu caro?---Chegou um pouco depois dos fatos.Agora não foi?---É,mais o que tem isso de importante? Aqui estou,aqui me firmo:---Já deu uma volta por ai?---Pra que? Pra ver as mesmas coisas.Nas cidades grandes,tudo é do mesmo jeito. Na rua,os carros berrando parecendo querer engolir as pessoas.As ondas já não tem mais a mesma altura.as ruas sujas de areia que se junta ao barro, que se junta ao lixo jogado,tudo numa mesma comunhão.Do alto balcão do hotel se vê melhor o caus.A impressão no dado momento,é que o mar engoliria mesmo a cidade,tal e qual dissera o ambulante.Mas,as pessoas não parecia comungar do mesmo sentimento.Era tudo uma festa só.Fotografias eram tiradas das ondas,das rua,do chão,até dos coqueirais ali existente.Era gente feito formiga andando de um lado a outro.Evair foi quem começou a descrever o fato:--Imagina se fosse hoje?Agora,neste instante? Imagina!
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