segunda-feira, 5 de maio de 2008
01
Edvaldo,retira o carro da garagem,sai rumo à cidade.Os dias de fazer as compras pra fazenda é assim.Ele pega o carro,sai muito cedo.Compra tudo aquilo que tem pra comprar.Já de tarde,volta.No dia das compras,Edvaldo almoça na cidade.Visita os companheiro.è como se o dia fosse um dia de folga.Logo que chega perto do armazém,perto da pracinha,fica a pensão de Dolores.Ficava,naquele dia,a pensão estava em chamas vivas.O fogo alastrando,comendo tudo o que podia comer.Dolores e Zé João salvando o que se podia salvar.Amontoava as coisas do lado de fora da rua.Entrava correndo em meio a chamas ardentes.Era impossível dizer a eles que parassem.Dolores enxugando as lágrimas,corria de um lado para o outro.Edvaldo comovido com o carro parado em frente.Só podia observar.Muitas gente em pé em cima dos bancos da praça.Gritavam para Dolores deixar pra lá os restos.A pensão cairia a qualquer momento.Até que caiu tudo de uma só vez.Dolores parada e Zé João do seu lado olhava para os restos sendo consumidos pelo fogo abrasador:-Agora é esperar que Deus dê outra casa pra nós né Dô? -Que Deus zé,tem Deus não.A gente é que tem de arregaçar as mangas.Esperar por Deus! Espere e morrerá com os dentes grudados no meio fio.Deus não gosta de pobres nem de quem trabalha.Deus ama os ricos e os maus.Bons e corretos dá nisto aí. Dos pobres,nem os amigos se lembram,quanto mais Deus.-Aponta pros restos caindo pau-a-pau:-A gente tem é que reconstruir Zé João! Reconstruir! - Ou esperar que o seguro cubra tudo não é Dô?-Que seguro? Está coisa estava segurada só pelos paus mesmo.E pára de me chamar de Dô que eu não gosto.Edvaldo ligou o motor do carro.Foi para da venda que ficava perto da pensão.Pensando bem,pensou Edvaldo.Melhor é ir no armazem primeiro. Entrou no armazém.Fez todos os pedidos.Equando o dono lhe preparava as compras.Saiu rumo à venda.Cumprimentou o dono da venda da porta mesmo.Olhou para o cais.O mar agitado parecia querer sai do seu leito costumeiro.edvaldo entra.Pede um copo de cachaça.O dono começa a conversa:-sou do acontecido Divaldo?-Acontecido de que? -Um mostro tem comido o pescoço das moças daqui ora.Tá todo mundo com medo de sair de noite.É quando o cão ataca:-Um cão danado?Passa um tiro de revolver na cara dele ora.Areuna os homens e mata o tal:-Procê que mora longe é muito fácil falar.O coisa ruim é que nem fantasma.Mode mata e some.Ninguém vê.Só no dia seguinte,que a coitada aparece com a garganta corta e o corpo com um furo no peito em cima do coração.Outras,nem coração tem.O mostro come o coração dela.-Crem Deus padre! De gente viva tenho medo não,mas de assombração tenho.Já pensou mirar naquilo que a gente não pode matar!-O dono da venda franziu a testa,chamou Edvaldo mais prum canto: -Sô Chico veio aqui na semana passada:-Quando ele some,é certo que vio pra cá.Que segredo há nisto?-Ele disse que ocê não gosta de mulher.Que oçê é flozô.Uma homem na sua idade já era pra ter casado,ter um mote de filhos.que é o que os homens daqui faz.-Edvaldo,ficou branco feito uma cera:-Num brinca com uma coisa dessa moço:-é brincadeira não.O homem disse e riu muito.Até pediu pra ninguém fazer comentário.Muito menos falar com ocê disto.Olha só tô lhe falando pra ocê vê, que a gente não pode confiar em patrão nenhum: Podia ser uma brincadeira:-Que isso Divaldo.O homem serrou a cara e tudo.Contou letra por letra.-Edvaldo,pediu mais um copo de bebida.Não era mais o mesmo Edvaldo que entrara naquela venda.De volta ao armazém.Pegou as compra,saiu cantado pneus.
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