quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O GAZOFILÁCIO

Numa cidade grande.Todo problema parece ser grande.A Cidade do sol à meia luz,envolta à centenas de lâmpadas acesas.Esconde gritos e murmúrios que pouca gente vê.As sua montanha delineadas,encobertas pelo negro da noite.Embora as luzes acesas clareassem as sua ruas,ainda assim o breu é mais forte que a luz artificial.Laert entra no quarto.Assenta na cama estendida no chão.Nem teve tempo de se virar no cruzar de pernas.Batidas forte à porta soa forte dentro do minúsculo quarto. - É o senhor Laert? Pergunta o jovem acompanhado por mais dois.- Sou eu mesmo. - Tava fazendo o que lá no barraco do gringo? O gringo,é um sujeito do Chile,que Laert conheceu assim que chegou à cidade.Um dia Laert,ganhou algumas sardinhas:como era muito para um cara só.Para não ter que jogar fora.Laert deu algumas para o Gringo.Dali então,surgiu a amizade.O Gringo vendia produtos proscritos.Os caras do lugar, sabendo ser ele um concorrente de produtos piratas.Resolvem então dar cabo do concorrente.- Conheço o cara,não sei o que faz.Tenho apenas amizade,nada mais. - Ai meu irmão! Tu tem uns quinze minutos pra se mandar.Não quero saber da parada de vocês.Tá com ele,não tá com a gente! Quinze minutos! Se a gente volta,ainda tiver ai.Bem meu irmão! A gente vai ter que te encomendar.Quinze minutos! - Os dois saem.Laert, ajunta o que pode.Desce a rua as pressas com a mochila nas costas.Nas pedras à beira da praia.Laert,olha para o horizonte.De seus olhos, lágrimas correm acalorando a pele de seu rosto. - Pra que fui acreditar naquele Gringo maldito? Se soubesse que algumas sardinhas me arrancaria a pele.Não as teria dado.- Laert deixa os pensamentos correm soltos. - Pra onde vou agora? É noite! Estou feito cão vira lata.Não conheço ninguém aqui que me valha a pena.Fui me acomodar logo no morro dois irmãos.Devia saber que ali é perigoso.- Enxugando as lágrimas,ao mesmo tempo pensando.- Graças a Deus saí ileso.Imagina vir aqui pra morrer por nada? Agora sem opção! Sem casa e sem parentes.Se bem que parente falta não faz.Tenho é que encontrar um lugar pra passar a noite.Amanhã!...se houver amanhã! Vai...vai passar sim! Tudo passa nesta vida.- Laert começa uma caminhada rumo ao desconhecido,à procura de uma cantinho para dormir.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

07

Alguém viu se a coisa era de homem,ou era de mulher? - Tinha as duas.Uma colada na outra: - Que horror! Mesmo assim,Onofre conseguiu? Quero dizer..Meu Deus como isto é esquisito! -O serviçal só escutava assentado numa mesa ,bebendo e rindo baixinho.Dona ceição não se deu por satisfeita com as explicações de Ricardo.Mete a mão na bolsa que carregava.Retira uma arma e aponta para ele: - A senhora ficou louca! Aquece que tenho pai? Esquece que temos empregado lá fora?Qualquer barulho estranho aqui,ele vem em meu socorro: - Cuidei disto também.Do seu pai cuido mais tarde.Atira,ele cai em cima da cama:- Não teve piedade da menina.Eu devia ter de você? - Se ajeita e sai.Caminha apressada pelas ruas.As ruas pareciam desertas.O ar parecia sombrio.Chega em sua pensão.Na sala as meninas assentadas num sofá.Algumas coisas mexidas:- Que houve aqui meninas? Estão fora de seus aposentos pra que? O policial,responde: - Como consegue esconder tantas meninas bonitas num lugar assim? Pareciam vampiros no sótão.Se bem que nem sótão é.E de morcegos elas nada tem.- Uma das meninas vem ao seu encontro: - Reviram tudo Dona Ceição.a Nicinha continua lá na cama daquele jeito.Alguém chamou, a policia.Alguém matou a Nicinha Dona Ceição. Quando chegaram,derrubaram a porta.Entraram apontando armas para todas.Aqui estamos amontoadas.- O policial vai tomando as anotações:- A senhora vai ficar estanca da,sem dizer nada?Lá na delegacia, o Delegado lhe fará falar. - Dona Ceição em estado de choque se quer teve tempo de pensar.Laert assentado do lado das meninas observava.Num súbito momento, Dona Ceição faz menção de sair.O policial,segura o seu colt na cita.Dona Ceição aumenta os passos: - Parada ai Dona ceição.Não quero lhe fazer mal.Ela não ouve.Acelera os passos.A gente ouve o estampado d'um tiro.Dona Ceição cai na porta da entrada: - Vocês são testemunhas.Ela revidou.Tive de atirar.Eu avisei,mas não deu atenção!Vocês são testemunhas. Ela queria atirar em mim minha gente.Cumpri com o meu dever,nada mais. O policial parecia misturar as coisas.Dizia as palavras olhando para cada um dos presentes.Aos pouco,a coisa foi se acalmando.Os outros policias que na hora da confusão,estivera no sub solo examinando.Aparecem,vê o corpo estendido no chão.Tentam consolar o colega.Levam as meninas para o distrito policial.Vem um carro funerário para pegar os corpos.O de Nicinha e o de Dona Ceição.Laert,vai até o quarto,começa a arrumar a mala.Afinal,ali a missão era finda.A vida ia seguir novamente o seu curso normal.No bar de seu Zé não havia nada melhor para comentar.O fato de ter havido ali sob os olhos de todos,um negócio rendoso e não era visto.Ou mesmo conhecido,era impossível.Como pôde ter ali uma coisa deste tamanho e ninguém tomar conhecimento? Uma coisa é certo,Dona Ceição,soube armar muito bem.Era muita inteligência para uma negra forte de parecer tão miserável.como esconder um bordel de lindas meninas numa cidade como aquela?A resposta a gente nunca teria.Laert entra no bar no momento em que comentavam os desacertos da gente dali:- Pensar que logo seu Amancio! O homem quando soube da morte inesperada de Onofre e Rosa.Pegou a picape.Saiu da fazenda as pressa.Não é que numa ribanceira a pi cape despenca lá de cima.Pega fogo! Dizem que não sobrou nada do homem pra ser enterrado.Esta cidade,está minha gente!Está precisando é fazer alguma coisa.Duma hora pra outra,a gente vê mortos em toda esquina: - É exagero seu! Quando vim pra cá não vi morto nenhum pelas ruas: -É só o modo de dizer moço!As pessoas importantes desta cidade de uma hora pra outra morre assim...assim!Laert pega a mala vai saindo: - O senhor é que tem sorte.Vai poder ir embora! - Laert dá só uma olhada para o moço que comentava os incidentes.Sai meio devagar,depois de pagar as bebida.Algum tempos depois que todos ficaram sabendo da mortes de Barbosa e de Ricardo.Desses dois,nada souberam.quem matou?Era a pergunta mais feita no bar.Ficou por isso mesmo.D'uma hora para a outra, a morte fez moradia no local.foi deixando suas vitimas pelo meio das ruas.E agora?... Agora enterre os teus mortos.