quinta-feira, 31 de maio de 2007
O1
No bar,perto da praça,no centro da cidade.Laert sentado numa mesa no canto.Observa a conversa de Amancio,com onofre,seu sobrinho:-Inventa tudo.Essa gente come e dorme,se quer saber lavar o rosto com as mãos.-disse amancio levando o copo à boca:-Deixe-me ver...Não está querendo me envolver em mais uma das sua!-Onofre parecia exaltado.Amancio fingindo não dar ouvidos.Ergueu o copo,olhou para todos os que ali se encontrava no momento.-Não mais do que uns cinco,ou seis fregueses:-Este aqui,minha gente!O futuro veria dor do município,está se negando a concorrer com o senhor,Gusmão,Munheca,a assembleia.Parece-me,que o nosso candidato,quer mesmo é a câmara e nada mais.-Ri,todos o acompanha em gargalhada,deixando Onofre mais irritado.-Esse meu sobrinho vai longe.Hoje veria dor,amanhã deputado,quiçá,presidente da república:-Chega tio!-Explode Onofre:-Vocês também.-Sai injuriado chutando cadeiras.Laert as sitia a tudo,tomando o seu suco de frutas.Quando Amancio seguiu Onofre até a rua,Laert acompanhou-os discreta mente:-Espere aí seu bosta! -Agarrando-o pelo braço:-Deve a mim,somente a mim.Nunca mais faça esse tipo de coisa na frente de outras pessoas.Se quer conversar,pois bem,vai haver a conversa.Onofre não entendeu bem aquela insinuação.Amancio completou.-Se bem que não é tão novato assim.O ser que manipula outro ser com intenção certeira.Não deve amargar somente no inferno.Tem de ser curtido feito o couro crú no sol:-Isso tudo pra dizer o que? Amancio passou a mão na cabeça:-O que todo mundo sabe de cor,menos eu.Se me fosse possível contabilizar a perda de um boi.Ou simplesmente o que sobrar do garrote.Isso tudo,meu caro sobrinho,pra falar dum aleijado,que mija na sarjeta da minha porta:-Tava demorando ouvir a mesma ladainha de sempre.É do Leca,não é?:-Tanto me doí sublinhar,como avassalar seus costumes de ingratidão e repulsa.Me doí,pois sei que não me apagará a memória destruída.Ainda que eu tivesse mil motivos pra nunca relatar a verdade.Vá lá,diz a ele."Leca, tu és o meu filho,mas,eu não sou o teu pai!":-Rosa é filha de quem?:-Não importa.Dela eu gosto.É delicada,sensível e menos ingrata.Os dois:Você,Leca,um espeto do outro.Dois desgraçados e inúteis.Na medida que ia falando,Onofre esfregava as mãos.Foi aí que um menino desembestado,falando quase sem fôlego,transmitiu-lhes a notícia.Leca tinha tido um mal súbito e capotou:-Foi assim mesmo que o menino falou.-Onofre,correu o mais depressa possível.Laert que a tudo ouvia.Aproximou-se de Amanicio:-Está tudo bem com o senhor?-Amancio,continua a conversa,como se ainda falasse com o Onofre.Mas,olhando,e falando com Laert:-Os sobrinhos crescem.Depois de crescidos,traem o próprio tio.Foi assim mesmo.O desgraçado,dividiu a minha cama.Empenhou a minha mulher,que pela lei divina,é tia dele.Nascem dois meninos...dois!Um aleijado,o outro,nem homem,nem mulher.Eu gosto da Rosa,por ela ser sensível,e delicada.Apesar da pequena diferença.Agora,o maldito do aleijado morre.Ainda bem.Agora,estamos em paz.Chega de sofrimento por hoje.Acho que o melhor a fazer,é pegar o meu carro,ir me embora daqui.Descansar: tem água quentinha lá na minha fazenda.É o que vou fazer.Descansar,meu caro senhor! agora é...agora,enterre os seus mortos.-Laert,observa-o calmamente.Nada diz.Amancio vai indo em direção ao seu carro.Laert sobe a ruazinha que o leva a pensão.
terça-feira, 22 de maio de 2007
OS ANÔMALOS
Era a segunda parada.Laert,desceu calmamente.Entrou na lanchonete e pediu um misto quente.-Está mais perto agora-Pensou.-O motorista disse que vamos aportar aqui,por pelo menos uma hora.Não há pressa.Posso comer o meu misto com traquilidade.-Comeu.Andou calmo até o ónibus.-Cadê o ônibus?-Perguntou ao moço parado no meio- fio.-Se foi:-Como se foi?Saiu como?:-Com as quatro rodas ora!-Laert irritado,saiu à procura do fiscal.Entrou numa casinha perto da lanchonete:-Senhor!-Disse nervoso:-Como vou chegar ao meu destino,se não há mais o ónibus?-O homem,olhou de cima em baixo:-Aconteceu alguma coisa?:-Claro que aconteceu.Fui deixado pra trás!-O homem pediu a passagem.Ele mostrou:- O senhor não sabe que caiu barreira na estrada?O caminho está por meio-fio.O motorista do ônibus que veio, resolveu arriscar.Em que lugar estava,quando saiu o ónibus?:-Comendo um misto quente.A gente tem que se alimentar,senão não aguenta.-Ele achou melhor colocá-lo num ónibus que ia para uma cidade próxima.De lá pegaria outro para o seu destino final:-A minha bagagem?Vou ficar sem ela?:-O senhor encontra lá na rodoviária.A chuva,na medida que ia caindo,alagava a estrada.A cada momento,o ônibus parecia não querer chegar ao seu destino.Laert,dormiu assim mesmo.Quando acorda,o ônibus está parado,no seu ponto final.Ele desce,pega a passagem,os documentos no bolso.Sai em busca da mala perdida.Em vão,nada havia chegado ali.Fica somente a promessa de recuperá-la nada mais.Uma indenização talvez.
Laert,parado frente ao espelho,ajeita os cabelos com o pente.Ouve batidas na porta.Abri-a,o criado da pensão diz que o almoço está sendo servido.Dá um pouco mais de tempo,depois vai para a sala de jantar.Caminha por um corredor com portas de um lado e do outro.Na sala,um mesa grande é apresentada.Algumas pessoas assentados olha-o,como quem olha à um hóspede especial.Ele senta,ajeita a cadeira.Uma senhora negra,grande e forte na cabeceira da mesa,devia ser a dona da pensão.Não a tinha visto quando chegou.Ceição é o nome dado pelos fregueses.Ele sentou-se perto de uma menina sorri dente.Ela lhe dá um cutucão de leve:--Na travessa,é pombo.Ela-aponta pra dona da pensão-Ela manda o capataz catar na praça.Diz que é codornizes.-Dona Ceição que não lhe tirava os olhos:--Tá de cochicho por que? Lhe conheço menina.-Olha para os demais.-Vamos comer,que pode esfriar.-Vai andando,pega uma banda de pom..quer dizer,cordonize,põe no prato de Laert.-É do especial moço!-Todos comem sem reclamar.Todos saem da sala de jantar.A menina,fica ali,comendo como se quisesse marcar o compasso do tempo.Ceição chega perto dela:- Do jeito que come,é capaz de nunca chegar a lugar nenhum.-Brava:-Olha aqui menina!Lhe dei abrigo,fiz com que fosse respeitada por todos.Só não aceito ingratidão e cobiça desenfreia da.Ninguém sabe nada deste hóspede novo.Por tanto,é bom não fazer gracinha:-Hi,dona Ceição,a senhora não desgruda né!:-Avisei!Estou lhe de olho. Dou-lhe o que merece.Não afobe.Sigilo absoluto é bom.Sai nervosa,enquanto a menina continua a comer.-Essa velha pensa que me engana!Era quase noite.Marquito,o Servi sal.Com uma toalha enroscada no pescoço.Anda por aquele corredor comprido.Pará diante de uma porta,um pouco gasta pelo tempo.Abri-a,entra e fecha de um só golpe.Retira toda a sua roupa.Assenta-se no bojo do vaso sanitário.Algum tempo depois apanha o papel higiénico...entra debaixo do chuveiro quente.Apanha a mangueirinha com um chuveirinho.Abre a água,começa a corre-la em seu corpo.O membro rijo parecia acompanhar o vai-e-vem da água quente.Seu corpo excitado não pedia outra coisa.Ia,e,vinha como se passasse a mão no corpo para excita-lo.Começava a dar gemidinhos bem baixinho.O prazer tomava conta de todo o seu corpo.Sentia que a qualquer momento o prazer tomaria conta do seu corpo,e,tudo explodiria num só gozo.Derrepente,como um estrondo,ouve-se batidas forte na porta do banheiro.Era dona Ceição berrando a algum tempo.Ele,de tão entretido,nada ouvira antes.-Estou indo calma,estou indo.Fecha a água.Pega a toalha,se seca e sai:-Pensei que tinha se afogado ai dentro!-Disse dona Ceição:-A senhora sabe que gosto de banho demorado:-Não paga conta de água, nem de luz.Por isso faz o que bem entende.Sai,sai!Também preciso ir ao banheiro de vez em quando.Marquito sai indignado.O corpo ainda pega fogo,mas, lá em baixo mesmo,parece que o fogo havia se aquietado.
Laert,parado frente ao espelho,ajeita os cabelos com o pente.Ouve batidas na porta.Abri-a,o criado da pensão diz que o almoço está sendo servido.Dá um pouco mais de tempo,depois vai para a sala de jantar.Caminha por um corredor com portas de um lado e do outro.Na sala,um mesa grande é apresentada.Algumas pessoas assentados olha-o,como quem olha à um hóspede especial.Ele senta,ajeita a cadeira.Uma senhora negra,grande e forte na cabeceira da mesa,devia ser a dona da pensão.Não a tinha visto quando chegou.Ceição é o nome dado pelos fregueses.Ele sentou-se perto de uma menina sorri dente.Ela lhe dá um cutucão de leve:--Na travessa,é pombo.Ela-aponta pra dona da pensão-Ela manda o capataz catar na praça.Diz que é codornizes.-Dona Ceição que não lhe tirava os olhos:--Tá de cochicho por que? Lhe conheço menina.-Olha para os demais.-Vamos comer,que pode esfriar.-Vai andando,pega uma banda de pom..quer dizer,cordonize,põe no prato de Laert.-É do especial moço!-Todos comem sem reclamar.Todos saem da sala de jantar.A menina,fica ali,comendo como se quisesse marcar o compasso do tempo.Ceição chega perto dela:- Do jeito que come,é capaz de nunca chegar a lugar nenhum.-Brava:-Olha aqui menina!Lhe dei abrigo,fiz com que fosse respeitada por todos.Só não aceito ingratidão e cobiça desenfreia da.Ninguém sabe nada deste hóspede novo.Por tanto,é bom não fazer gracinha:-Hi,dona Ceição,a senhora não desgruda né!:-Avisei!Estou lhe de olho. Dou-lhe o que merece.Não afobe.Sigilo absoluto é bom.Sai nervosa,enquanto a menina continua a comer.-Essa velha pensa que me engana!Era quase noite.Marquito,o Servi sal.Com uma toalha enroscada no pescoço.Anda por aquele corredor comprido.Pará diante de uma porta,um pouco gasta pelo tempo.Abri-a,entra e fecha de um só golpe.Retira toda a sua roupa.Assenta-se no bojo do vaso sanitário.Algum tempo depois apanha o papel higiénico...entra debaixo do chuveiro quente.Apanha a mangueirinha com um chuveirinho.Abre a água,começa a corre-la em seu corpo.O membro rijo parecia acompanhar o vai-e-vem da água quente.Seu corpo excitado não pedia outra coisa.Ia,e,vinha como se passasse a mão no corpo para excita-lo.Começava a dar gemidinhos bem baixinho.O prazer tomava conta de todo o seu corpo.Sentia que a qualquer momento o prazer tomaria conta do seu corpo,e,tudo explodiria num só gozo.Derrepente,como um estrondo,ouve-se batidas forte na porta do banheiro.Era dona Ceição berrando a algum tempo.Ele,de tão entretido,nada ouvira antes.-Estou indo calma,estou indo.Fecha a água.Pega a toalha,se seca e sai:-Pensei que tinha se afogado ai dentro!-Disse dona Ceição:-A senhora sabe que gosto de banho demorado:-Não paga conta de água, nem de luz.Por isso faz o que bem entende.Sai,sai!Também preciso ir ao banheiro de vez em quando.Marquito sai indignado.O corpo ainda pega fogo,mas, lá em baixo mesmo,parece que o fogo havia se aquietado.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
02
Laert sobe as escadas depois de um longo dia.Entra no quarto,dá uma longa olhada pela janela.Vê o navio ancorado.Os passageiros voltando para o hotel ali perto.Senta na cama,abri a maleta que andou consigo dia a fio.Retira de dentro um livro capa azulada.Está escrito em letra garrafal dourado.Abri-o,folheia-o vagarosamente até encontrar no índice,a letra M.Apanha uma borracha,apaga o nome.Depois, folheia-o novamente,desta vez é a letra E,apaga o nome.Folheia mais.Pará na letra L.Apaga o nome. Marca a página na letra L. Num segundo,ouve-se gritos,vindo da parte de baixo do salão.Chingamentos.Bate-boca, e...um silêncio total.Daí a pouco gritos novamente,desta vez vindo da rua.Ele fecha o livro.Veste-se,sai carregando a maleta.Quando chega ao salão,Zé João vem ao seu encontro:-É Dolores! Tava aí agorinha mesmo me chingando,como faz sempre.Assim,assim!Deu uma rodopiada,ficou tesa e caiu morta,assim,assim!Que faço eu agora sem os chingos da Dolores meu Deus!Laert,ouvi,vê Dolores caída no chão.Sai lentamente rumo à rua.Ouve assobios,alguém dizendo psiu! Olha,é àquela senhora do navio:-Esperei aí ô,seu...seu!- Laert Pará:--Deus me livre desta cidade.O vapor programado pra partir,não sai.Houve um mal entendido,estancados estamos por mais uma noite.O senhor imagina como quero me ver livre disto aqui.Agora vou ter que pernoita. dá pra me ajudar com estas malas?-Laert ri,pega uma das malas,acompanha a senhora até o hotel.Ao passar pelo armazém,Laert,notaEdvaldo embriagado,contendendo com o moço que perdeu o carro do circo.Edvaldo quase não conseguia parar em pé.O moço feriu-o com uma garrafa.Cai Edvaldo cambaleando,morre em questão de segundos.O moço saiu correndo.As poucas pessoas que presenciava o ocorrido,nada entenderam.foi tão repentino.Laert,olha em volta, fica mais alguns minutos ali a olhar a cena,depois segue a mulher, que não gostava nada de ter que ficar estanca da feito água presa, na beirada da rua.Não diz,mas se perceber a ironia no seu rosto.Devolvelhe-a a mala na porta do hotel.Ela entra,nem agradece.Ele segue o caminho rumo a casa de Lap.Há um morto na do entrada do portão que estava aberto.Laert olha pros lados.Olha pra dentro do quintal.O que vê é um punhado de gente andando de um lado para o outro.No centro,o corpo estendido à beira do chafariz.Nada pergunta,segue para a entrada da casa.Entra na sala,ninguém lá para segui-lo.Vai entrando.Há na parede muitos livros.Ele toca num dos livros.Imediatamente uma porta é aberta.Ele entra.Lá dentro,no centro do quarto,um quadrado lhe chama a atenção.Não havia cama,só o quadrado bem talhado,com alguns querubins em cada canto.A parede de madeira talhada em jacarandá.Uma pia num canto,duas torneiras de ouro,em cima da pia de porcelana.Um porta na lateral,é aberta.A garotinha de cabelos cacheados,adentra no quarto.Ri,faz psiu com o dedo:-Esta dormindo!-A ponta pro quadrado:-Se quiser posso acordá-lo.Só eu posso.Ele não se zanga.-Dizendo isto,aperta no canto um botão.As portas abrem, uma a uma,num delicado zunir.Tal qual o zumbir do bater de asas das aves.Ela alisa o rosto dele com delicadeza.Ele acorda.olha em seu redor,ri e começam a conversar:-Veio de novo como a brisa vem.-Olha,vê Laert parado diante da cama.Ergue-se,ri novamente entendendo o que do seu acordar em uma hora errada:-Laert o seu nome,estou certo?-Ele responde com a cabeça que sim:-Queria conhece-lo.Não desta maneira,de cara sonolenta:-Estive com o seu pai:-Sei que esteve.O Leo contou-me.Ele vai bem?-Está morto,deve está bem:-Entendo!Não quer se sentar?:-Estou por pouco.Seu pai não era bem o seu pai.O verdadeiro era irmão de sua mãe.Foi influenciado pelo seu atual pai.Ele a estuprou,ela engravida.Ele comete o suicídio.Depois de ter a criança,se mata também.Ponto final:-É pra rir ou pra chorar?:-Depende do momento,ou do caráter:-És corajoso!Invade a privacidade alheia,conta um fato inegável,depois me espreme, como se eu fosse laranja?-Vai andando até a pia.Coloca algumas gotas de água no rosto.Quando retorna,os seus caninos estão ponte agudo.Vai deferir o bote,quando Laert pega a menina,colocá-a na frente.Seus dentes são cravados no pescoço da pequena menina.Laert,coloca a criança na cama,enquanto Lap começa estrebuchar no chão:-Sabia que eu não podia,foi por isto não foi?-Laert nada responde.Abri a maleta,retira de dentro o livro.Abri na página marcada,apaga o nome.Lap não diz mais nada.Laert pega um bisturi,decepa-lhe a cabeça,separando-a de seu corpo.Coloca o corpo na cama.Faz o mesmo com a menina.Retira da mala um isqueiro,coloca fogo nas bordas da cama,queimado os lençóis e cobertores.Aperta o botão,as portas vão se fechando lentamente.Das frestas,a fumaça sai.Ele Pará em frente a porta por onde a menina tinha entrado.A fumaça vai inundando tudo,até que nada se vê no recinto.Do lado de fora um corredor comprido.uma única porta aberta.Ele entra,vai dar num quarto que termina no cume da escadaria.Ele desce a escada.Vai se preparar para sair.A criada o vê,ele pergunta:-O seu patrão?:-Morto:-O outro.-Retruca Laert:-Dorme,aquele lá vira a noite nas festas,dorme até chegar de noite,pra sair de novo.-A fumaça começar a empestear o local:-Meu Deus a cozinha!-Laert agarra-a pelo braço:-Deixa que eu vejo para ti.Vai pro quintal.-Ela obedece.Mas Laert sai em direção a rua.Em poucos minutos, vemos a mansão se acabar em chamas.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
01
Quando os olhos de Laert passeia pela sala,vê cadeiras cuidadosamente esculpidas.Mesas totalmente feitas em mármore.De canto a canto,tem um móvel trabalhado:-Então, devo voltar à noite.-Disse Laert acabando de sugar o último gole do café:- Avise-me antes.Lap detesta surpresas:-Pode deixar.Por acaso não conhece perto daqui a fazenda,do Sô chico?Leo pensa um pouco antes de responder:-É,tem.O Seu Chico é o dono?Laert de pronto responde.-isto mesmo.Quer dizer que estou bem perto?:-Hoje,se não me engano,Edvaldo,o que toma conta de tudo lá, vem fazer compras.O senhor poderá encontra-lo no armazém.-Laert agradece o café,a informação.Quando vai sair,vê no cume da escadaria uma menina, de cabelos cachiados.Dourados como o corre mão.Ela olha pra ele e sorri.Leo parece ter apressa de conduzir Laert à porta.Os dois--Laert e a menina--trocam olhares.O mesmo não acontece com Leo aparentando um certo nervosismo.Acompanha Laert até a porta. Assim está o semblante seu,sisudo. Se se olhasse naquele momento para o espelho de cristal dependurado, na porta de entrada. Perceberia o agitar das veias.Laert sai tentando olhar a imagem dela refletida no espelho.Despede-se.Livre do visitante.Leo faz jesto para ela entrar para o quanto.A menina compreende, e entra para o quarto fecha a porta num tapa só.No armazém Edvaldo bebe, e conversa.Tentava esconder o nervosimo.Laert Pará à porta.Vai entrando, quando ouvi sons,buzinas de carros,gritos e risadas.Volta-se para a rua.Alguns carros em carreata,dirigia-se à saída da rua.Ele olha o movimento até que some na curva.Entra,caminha em direção ao balcão:- O circo vai pra muito longe daqui? :-Vai,e se não voltar,a gente vai até ele.Afinal,lá pra onde vai, não fica tão longe assim.--Disse o homem por trás do balcão.Laert, pede uma bebida.Dirige-se à Edvaldo, que no momento se mantinha calado:-É o senhor Edvaldo,presumo!-Edvaldo olha-o meio de lado:-E o senhor quem é?-Laert responde.Laet pergunta pelo Sô Chico.Edvaldo desconfiado ri.Depois de algum tempo.Responde entre meias palavras.Quando percebe que o assunto não era o que lhe passara pela cabeça.Acaba se descontraíndo.Conversam feitos velhos amigos.No fim edvaldo que ja tinha bebido em demasia.Sai cabaleando do armazém.Pega o carro que estava na outra esquina.Sai cantando pneu.No espaço de pouco tempo.Edvaldo retorna ao armazém.Conversa com o dono,com muitos outros que ali se encontram:---O senhor deve conhcer aquele sujeito que me fez muitas perguntas.Tá ele procurando o que?Pelo jeito é íntimo de Sô Chico.A cabra falou dele com muito conhecimento.--O dono apenas diz que Laert,tinha acabado de chegar a cidade.Que se hospedara na pensão DOLORES.Não tinha nada interessante para completar.Edvaldo parecia furioso.Queria ir à pensão,mas no estado em que estava,acabou se aconchegando numa cadeira,prometendo ie lá depois.
sábado, 5 de maio de 2007
Amém
Zé João, leva à boca um pedaço de pão umedecido no café,nem percebe a presença de Dolores:-Noite horrível! Ouviu o vendaval? nenhum hospede deve ter...-Vai falando e passando as folhas do livro:-Aqui está! Entrou sim.Você rabiscou aqui e ali.Não disse que não é pra rabisca Zé João.Vai ver o hóspede é um desses resto lhos que sempre sobra pra mim.Zé João interpõe:- não é! Olha aqui o dinheiro que me deu.Ao ver a nota Dolores Pará um pouco:- É Lira Zé!!!Isto...não será falso?-Começa a olhar frente a luz.Rabisca com um lápis.Neste instante,Laert desce as escadas:-Pra dizer a verdade.Até eu descofiaria.Dolores,sem jeito,observa o homem de baixo à cima:-Só pra admirar mesmo.sabe como é,aqui nem sempre se vê uma nota desta.Só admirava.Laert,não deve ter muita coisa pra ficar discuti-nado,o que é,e o que não é.Com gesto carinhoso,despede-se dela e de Zé João.-caminha sorrindo em direção à porta e sai:-Vê,Zé,homem fino! O terno é linho do melhor.Com terno deste,a lira não haveria de ser falso.Vamos aos afazeres,o dever não espera.Saiba uma coisa Zé joão,ficar a espreita,não ensina nada à ninguém.-Começa a sonhar.Se imagina deitando na cama do Laert,caso preciso fosse.Arrancaria dele o má cimo possível dos dólares que carrega em seu bolso.-Sonha Dolôres!Olha que o chão é duro.aparece alguém,retira a escada...o chão é bem duro.-Quem tá sonhando aqui Zé?Vê coisa demais?Que mal há nisso,se,se me deitar com...que mal há?Vá cuidar do espanador,o resto eu comando muito bem.-Dolôres sobe es escadarias cantarolando algumas rimas sem as ordenar.Diante de um portão,Laert espera.Um senhor bem aparentado.Bem vestido,abri o portão.Conversa alguns minutos com o visitante.Convida-o à entrar.Laert,passa os olhos,vê uma fonte a jorrar agua em forma de uma águia.A água saia de debaixo de suas asas,e do bico.A cor é que mais lhe chama à atenção.Uma cor dourada.Em volta,árvores ornamenta o jardim.A casa,tem uma varanda ornada de vi me com certos toques de ouro.Entram,dentro,o chão mais parecia um paraíso,se é que o paraíso seja tão belo.O piso,de mármore esverdeado,contrasta com uma escada arredondada e o seu corre-mão dourando como a fonte lá fora.Os móveis,há os móveis!!!Desses falo mais tarde.Leo,é o nome do anfitrião.Conversavam coisas,riam,como se já se conhecessem há muito tempo.Leo convida-o à uma salinha,ao mesmo tempo em que chama um empregado,que mais tarde,trás uma bandeja contendo xícaras,também douradas,com café.
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