segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

06

Laert,tinha acabado de se levantar.Foi até o banheiro,tomou um banho demorado.Saiu enrolado na toalha.Afinal,a janela estava aberta até o canto.De fora se via quase tudo que se passava dentro do seu quarto.A não ser pela arvore que tapava um pouco da vidraça.De resto,se via tudo lá dentro.Ele abriu a gaveta do guarda-roupa.retirou de dentro uma caixa,contendo o livro.Abri-o,leu,endireitou o nó da gravata.Desceu em seguida.Claudius,tomava as pressas o seu café.A televisão ligada mostrava o costumeiro jornal matinal.Laert,caminha com passos de um bichinho de estimarão.Puxa a cadeira,assenta bem diante do aparelho de televisão.Calaudius lhe cometimento com o olhar.O jovem jornalista mostra-nos a matéria:-Foi encontrado,o corpo em estado de putrefação,estava dentro do saco de estopa.Vinha empurrado pela correnteza do rio.Era do palhaço do circo ILUSÃO DA VIDA.Encerrando assim o caso do incêndio criminoso.Ao menos as autoridades não têm mais a esperança de ter sido o palhaço, a por fogo no circo,já que fumaça também foi assassinado.Resta agora a pergunta:Quem matou o palhaço.-Claudius se levanta:-Está uma loucura mesmo.Nem a alegria poupam mais.Sai em seguida.Laert,andava a passos largos.Mais uma vez sentia-se atrasado.O atraso,não era por ter se levantado tarde.Os hóspedes,lhe tomava sempre o tempo.Claudius mesmo,vinha sempre com certos comentários.Por educação,Laert ouvia a todos.Chegando à matriz.Procura um lugar para se acomodar,já que estava bem cheia do dia do último julgamento.Laert assenta no canto bem perto de Evair: -Fez bom uso? - Laert olha-o,sem nada dizer: - Sabe muito bem a que me referir.- Muda de assunto-:-O coitado a ser julgado,ao meu ver,não escapa.Só mesmo um bom milagre.Isto o amigo não costuma fazer,confere? Por mim salvava o coitado.Inocente é,mas,ninguém dá a mínima.Eu costumo salvar gente.Ao passo que o colega ai,por onde passa devasta tudo.-Laert, continua com ar de preocupado.Olha para um lado e para o outro.Um senhor assentado na cadeira da frente,chama a atenção de Evair, que vê no mesmo momento o cardeal,juntamente com os dois bispos,adentram no espaço reservado.cada um toma o seu lugar diante da multidão.De repente.Uma chuva sem avisar começou um tempestade lá do lado de fora.Gente entrando na igreja pra se esconder da chuva.Lotava as dependências do salão,que já não cabia mais ninguém.O bispo começou a ler os autos do processo.Evair já não se continha.Olha para um lado,olhava para o outro: - Esse espetáculo não tem hora pra acabar.Tenho muito o que fazer.Cá pra nós Laert,o fim a gente conhece.-Dois senhores chamam a atenção.começa um alarido.O bispo olha em direção à saída.Evair se levanta.Vai pedindo licença a um e outro.a chuva parece não querer parar.No corredor comprimido,Evair consegui finalmente chegar até a saída. Na igreja dos protestantes,um caminhão corre gado com material de construção,aguardava na porta.Alguns homens usando capa de chuva,carregava os matérias protegendo-os como podiam.Evair do alto da escadaria,observa a tudo.Resolve enfrentar a chuva assim mesmo.Algum tempo depois,chega ao hotel.Clora o recebe com sorriso largos:-Ah,menino! Vem cá tem uns assuntos pra tratar.Vão entrando para o salão.Evair da uma parada brusca: - Olha o meu estado!: - É,todo molhado!: - Desse jeito não tem conversa.Dê-me só um segundo! Me troco e volto.-Clora assentiu com a cabeça.Não demorou muito.Evair já estava sorrindo ao lado de Clora. Ela abre o envelope,entrega-o:-Quero uma opinião cincera sobre isto.-Evair leu num piscar de olhos: - já!-Disse Clora: - Duas coisas eu entendo.uma delas não é isto que planejo pra ti.Depois de assinar àquela nota promissória, que ontem a ti entreguei.Derramar-me-ei de amores aos braços teus: - Com isto nas minhas mãos?-Mostra as folhas de papel-acha que quero trocadilhos?São enormes os planos meus,meu caro!-Evair mudou de semblante,mas,não de atitude.-Nisto Clora se levanta.Vai até a cozinha.Entre a porta da cozinha,fica o aparelho de televisor,e o balcão.O salão naquele momento,estava vazio,por não ser hora,nem de almoço,nem de café.clora retorna,puxa a cadeira e senta.A empregada,aparece com uma bandeja contendo,chícaras,dois bules,alguns biscoitos,e açucareiros.Evair,estava acabando de pegar a nota promissória: - É a sua franqueias que me atrai:-O me fascina em vocês:quando digo no plural,estou me referindo ao Laert.É de uma elegância sem pudor.Vocês apareceram assim,assim! Mexem com a libido dos hóspedes sabia?homens galantes!!!-Ela olha para o lado.Vê a empregado com os ouvidos ligados ouvindo a conversa:-Parada ai fazendo o fantasma:-Pra ver se a senhora quer mais alguma coisa,ora!-Sai,sai quero sentir a sombra da sua ausência,sai! A empregada sai meio choroso:-É preciso ser assim tão rude: - Essa gente meu caro,se a gente afrouxa,eles põe espora e peia.

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