sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

05

Bem em frente à catedral.A matriz dos protestantes fica quase porta à porta:uma defronte da outra.O culto acabara naquela hora.O pastor diante da porta de entrada,apertava as mãos dos fieis.Na primeira fileira,um jovem,bem vestido:terno e gravata.Carregava consigo,uma maleta. O pastor,vendo aquele jovem,aproximou-se sorri dente: - Tenho visto o jovem aqui em quase todos os cultos.Não está na hora do jovem cavalheiro aceitar a jesus como o seu legitimo dono? O jovem se apresenta,e ri: - Evair é o meu nome.Não sou tão jovem assim.Embora a minha aparência lhes diz o contrário: - Então,vai aceitar a minha proposta?: - Amanhã,quem sabe: - A manhã por ser tarde.E se jesus volta da daqui a um minuto?: - Impossível!!!: - Tudo é possível aos olhos de Deus: - Mas, o meu negocio é outro.Tem algo à tratar com o senhor.Tenho observado este lugar.Vi que muito é preciso fazer.Tem muita coisa fora de encho,não acha?: - Boa obsevação,as paredes andam meio descascadas.Alguns bancos necessitam de um verniz novo: - Estou falando de almas pastor.O nosso investimento é em almas: - Não gosto desta conversa meu jovem.Dê-me licença,tenho que fechar a igreja: - Pra que,não tem nada pra fazer: - Tenho sim.Eu não paro: - É mesmo,as intermináveis visitas pastoras.-A conversa ia esquentando,até que o pastor resolveu por um fim: - Agora é de mais.Com a sua...ai,de repente uma pontada na nuca.-O pastor assenta no banco com a mão na cabeça.Evair se levanta: - Agora podemos conversar.Ah,pastor! Pensei comigo,seria impróprio, amaciar um torrão? Os torrões cedem,se há água em abundância.Como vê,foi mais fácil do que pensei.Ai está paralisado de dor.- Esfrega as mãos: - Vamos conversar?Sentindo-se como um paciente que tivesse tomado sedativo,o pastor acomoda-se numa cadeira,perto do púlpito: - Está vendo ali pastor?-Aponta para o gazofilácio: - O gazofilácio?: - É seu!: - Não,é da igreja.Teve um bom número de fieis aqui hoje.É o dia dos dizíamos.Deve ter uma boa quantia em dinheiro aí: - Não entendeu.Estou dando.Não fiz uma pergunta.Estou dando para ti.É,como quem dá um presente.-Evair,deu mais uma caminhada até a porta.Voltou,colocou a maleta no banco.Retirou de dentro dela algo: - É a hora dos negócios pastor.Quer sucesso? Ele entrará por estas portas.Enlameará tudo.Terá só o sucesso: - Não é preciso tanto assim: - Modéstia! A gente não economias em nada.Faz-se o que tiver que fazer.Mudar,o que tiver de mudar...mas pra isto é preciso que me assine alguns papeis.Uma promissória somente: - Não me lembro de ouvi-lo falar em promissória: - É...há é, como sou desligado! É esta aqui.-A presenta a promissória.O pastor assina.Depois disto,quando o pastor olhou,já não era mais um jovem,bonito,educado e gentil.Era um senhor de cabelos brancos.Rude e mal educado. Pisca os olhos,lá está o jovem novamente.Ele pega a sua maleta,sai sorri dente. No mesmo instante,Laert esta saindo da catedral.Desce as escadarias.Pará,olha mais uma vez para trás.Depois segue.Evair,saindo da matriz protestante,desce as escadarias.Ainda com o sorriso aberto,anda ruma a praça.Laert Pará ao ver Evair,quando este chega bem perto: - Como vai Evair?- Laert!!!: -Parece que marcamos encontro aqui?:-Ah não,não,e não!: - Convenhamos,é um tanto...constrange dor.O que temos aqui?...Coação,suborno e...como se diz mesmo? Co..corrupção!:Não venha agora defender aquele crápula.Essa gente é de dar nojo.Queria os meus préstimos,dei...dei não,vendi.É assim que se permuta meu caro Laert. O canalha vendeu as suas ovelhas,por um punhado de sucesso: -Não cabe a ti julgá-lo: - Nem a ti defende-lo. - Laert,olhou de soslaio.Deu alguns passos.Assentou-se no banco que fica à alguns passos: -Vai ficar ai parado? Assenta-se pelo menos: - Gostaria muito,mas,a pressa me empurra.Laert começou a abrir a maleta e a mexer nos papeis: - Seria inapropriado se falássemos sobre a nota promissória?-Evair arregalou os olhos: - Pro..mais..Soraia?! Que promissória está falando?: - Se não assinou uma...aquilo era o que?: - Puta-que-o pariu! Que merda Laert! Não se pode dar um passo sem o teu crivo: - Muito me admira,um sujeito até de boa aparência,sugerindo-se à um palavreado desse escalão. Voando baixo,hem Vair?: - Que mais falta agora? Laert,não responde.Com o jeito calmo da a última cartada: - Tenho algo,motivo de sua mais ardente cobiça.Pode ser pra permuta.-Evair começa a mudar de cor.Entusiasma-se: - Não colocaria o livro numa coisa tão singular: - Não quer? Então tchau! Se levanta para sair: - Espere,vamos conversar: - Mostra-me a promissória,que lhe mostro o livro: -Ok! Mas,não pense que é a sua última cartada.- Evair entrega a nota promissória a Laert.Ao mesmo tempo ele o entrega o livro.Evair fica tão emocionado,que mal consegue se manter incógnito.Procura uma maneira de abrir o livro.Até que vê uma minúscula chave de pendurada do lado do cadeado.Pega-a.abri o livro.Primeira pagina,em branco: - Em branco!...Em branco! E em branco!-Folheia o livro todo.Olha,mas Laert já não estava mais lá.Evair sai chiando tudo o que ver pela frente.

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