sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

04

O homem que comentava,fazendo ao mesmo tempo a apresentação dos fatos.Acabara de por fim nos seus relatos.Laert atento,pregava os olhos na abóboda da catedral.Havia ali,figuras e imagens de santos,de papas,cardeais,misturados com anjos, praticamente nús. Um, tocava a sua enorme corneta.Outros,simplismente observa pássaros e seres estranhos misturados aos homens. O que,se encontrava à direita do Cardeal,aproximou-se do réu.Em tom de deboche,questionou-o:-Então o senhor fazia orações aos enfermos e a curava animais?-O réu,incontinente,respondia a todas as questão,dentro do seu objetivo formal: - Diga-me seu Manoel...é esse o seu nome não?:- Da parte da minha mãe, é sim senhor!: _ Não vamos incomodar a pobre da sua mãe.-Todos ria muito: -O senhor disse que a igreja é abastada,tem seus bancos no Vaticano.Mas, só pensa em si mesma: - Deus me livre de dizer uma coisa desta.Gente,nunca feri uma mosca que fosse: - No momento em que uma alma dita bondosa,ofende a madre igreja,não só é capaz de ferir,como de matar também.O senhor comentou...vamos dizer assim. comentou uma vez,que a cruz lhe seria leve,se os padres não lhe pusesse pedras,com têm colocado.Seu Manoel,alguma vez levou tapas,ou mesmo olhares infrutuosos por parte de só que fosse?-Ele não responde.Abaixa a cabeça,quando a reegue:-Caros padres,senhores Bispos e cardeais.Senhores presentes.O caro Padre tenta aqui por meio de inanição,sufocar a vítima,como é feito por víboras às suas vítimas.Imputamo a mim,uma carga de sua alcunha e se vicia num rito que de novo,nada tem.É de prache,culpar,condenar e esfole inocentes,pra esconder a culpa que detém.-O Padre furioso aponta-o a todos:-Não disse,resolveu mostrar afinal as garras.-Manoel,abaixa a cabeça:- Se finge de inocente meu caro.O culpado acaba sendo vítima,para não sofrer as sanasses da lei.-No ar,pairam dúvidas e a sensação é de muito alarido.O acusador,vira-se para o cardeal e diz:-Esse insignificante,eminência,Tem o de sabor de desaguar nos subsolos da santa madre igreja,que a mesma assoaria os seus rebentos,para torná-los viciados.De dentro dela saem,pederastas quando não transforma as sua senhoras em prostitutas.Vossa reverendíssimo eminência o sabe.Sexo é muito bom,senão ninguém queria.O simples fato de um jovem, tornar-se seminarista,não altera a sua conduta.A conseqüência está na escolha.Todo mundo sabe que o celibato não obriga, quem quer que seja,abdicar se de suas funções, nem de seus libidos, sabendo-se que cada ser humano tem o seu querer, e o conhecimento que obtém não difere nisto.Cada pessoa agi de acordo com o seu caráter moral.Não estamos aqui pra desdenhar sufrágios de quem quer que seja.Obrigado senhores!Obrigado eminência.- Acaba o discurso,deixando a todos de boca aberta.Foi aí que Manoel levantou a sua mão pedindo a palavra.O Cardeal assentiu com cabeça autorizando:Eu ouvi tudo.Confesso que nada entendi.Gente,estava eu na minhas minhas terras,cuidando das minha galinhas.Dos meus bois.Aí chegou dois sujeitos me perguntando se eu rezava.Eu disse que sim!O outro perguntou se eu sabia fazer cura com as minhas mãos.Se eu curava as pessoas.Eu disse que sim! Foi aí que os dois me agarrou pelo braço.Puxou-me até um carro que estava parado na estrada.Me jogou aqui numa coisa infestada de baratas,ratos formigas e friagem.-O cardeal ouviu calmamente.Deu um tempo.Disse que naquele momento era tudo.Pôs fim ao julgamento daquele dia.Dois soldados,devida mente paramentados.Levava Manoel de volta as masmorras da igreja.

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