quinta-feira, 27 de setembro de 2007

02

Laert assentado,folheando uma revista.No fundo do corredor do ónibus, de um televisor ligando,ouvi-se da voz do repórter a notícia: - fazem dos meses que Idalina Ferreira e seu irmão,Jair Ferreira,foram encontrados mortos,dentro de um saco de estopa.Os dois foram cortados,tal qual a cozinheira faz com seus frangos.Até o presente momento,nada se sabe a respeito do assassino.O ónibus Pará.Laert,ergue o corpo.Levanta-se e caminha em direção à porta.Ao sair do ónibus,Laert,vê ao longo,uma avenida larga.Muitas casa em estilo colonial.Pessoas trafegando de um lado para o outro.No fim daquela avenida,uma música bastante alta,ecoava pelos cantos do bairro.Não demorou muito,a caravana estava ali,frente a frente com ele.Um bando de crianças rindo,gritando,correndo de um lado ao outro.Das casa iam saindo outras crianças com dois ovos nas mãos.Do alto falante vinha a resposta: -Tragam crianças,os ovos de suas galinhas.Para cada dois ovos doados,um ingresso é dado para o espectáculo.Hoje é dia de circo no bairro. - Era tanta criança querendo ver o espectáculo,que os ingressos seria pouco,naquele instante.O palhaço que conduzia a menina da,parecia um maestro regendo a orquestra.A caravana passa por Laert,que como todos,observava a tudo com o olhar pouco interessado.No fim da multidão de criança.Laert se pôs a andar,como quem estivesse voltado ao seu tempo infantil.A empregada retirava o pó dos moveis.Clora conversava ao telefone: - Mas,então amor! Ao invés de me arrancar daqui,vem você.Fica mais cômodo para todo mundo,não acha? Conto,conto sim.É pra isto mesmo.Aí a a gente toma um cafezinho juntas. numa conversa e outra...sei que é muito ocupada.Eu não o sou? Espero tá.- Desliga o telefone.A empregada ouvia a tudo, fingindo nada ouvir: - Ô mulher dura na queda.Pra gente dura,duro e meio.Tá olhando o que meia pataca? Se enxerga tá!: - Cruzes dona Clora! Hoje a senhora tá que tá! Eu hein!: -Clora faz um jeito obsceno e sai andando rumo ao elevador.É noite.Laert assentado na primeira fila a espera do começo do espectáculo.Nos camarins há um entra e sai.Circo lotado.Malva e Mirna dão os últimos retoques.Falta pouco pra começar o espectáculo.O sobrinho de seu Lincon vai até o camarim do palhaço Fumaça.O camarim é feito numa carroça velha,que fica do lado do caminhão,também bem velhinho: Que isso Fumaça? Nem a maquinam fez ainda.Está preso a esta corrente pra que?: Não haverá o espectáculo hoje. - O palhaço está amarrado por uma corrente à um cano preso ao chão da carroça.A carroça por sua vez,era coberta de lona.Parecia um quartinho apertado.Dava somente pra duas pessoas acomodar ali: - O circo esta lotado.- Disse o sobrinho, já perdendo a calma: -Nem me bate a passarinha.Hoje,espectáculo não tem.Estou cansado meu caro,de tanto levar pancada de vocês. De ficar acreditando em pagamento,quando é só embromação.Hoje,daqui não saiu: - Não.não pode fazer isto.É a atracão principal do circo.Sem a sua apresentação circo não há.Pondera Fumaça,pensa nas crianças que vieram só pra ver você: - Primeiro o pagamento adiantado,depois eu sou o Shaw.Dinheiro na mão,é feita a apresentação: - pois bem,vou é chamar o tio Lincon,ele dará um jeito nisto: - Sem dinheiro,nem Deus dá jeito. - Sai o sobrinho nervoso.Não demorou muito e todos os artista do circo, adentra à aquele quartinho apertado para convencer o palhaço.

0 comentários: