sábado, 8 de setembro de 2007

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Assim a vida parece novelar seus desígnios e pareceres.Não consta em nenhum mapa a Represa,que é nome fictício.Ao mesmo tempo é o nome da cidade que fica entre o que já passou,e o que ainda está por vir.Represa é a cidade à alguns quilômetros de cidade do Sol.Pra quem vai de carro,o território diminui,em razão de menos parada e mais velocidade.Seu edifícios batendo palmas pro céu.Suas praças,em cada uma há chafarizes ornamentados por animais e esculturas bizarras.Sua avenidas largas,não lembra nada a solidão das ruas existentes nas cidades anteriores.O barulho infernal,a correria diária,e,o desejo de ter sempre o melhor.Assim é o convívio das pessoas em suas buscas diárias.Na rua principal.Duas árvores frondosas,fazem sombra à janela de vidro,do andar terceiro.É noite.Uma luz amarelada reflete nas folhas,tornando-as mais verde.Há uma placa,quase invisível,de pendurada na parte horizontal da parede.Sendo coberta por alguns galhos de ramos de uma das árvores.Lê-se na placa:PENSÃO DO VIAJOR.No balcão uma figura animada- de onde se vê só a silhueta-conversa. - É mesmo! Quem diria hem? E o dinheiro fica pra quem agora? Como ninguém achou ainda? Tem de ter sim.Querida,uma pessoa acumula uma fortuna desta pra que? Anos a fio de dedicação.Anos a fio! Algum parente ela tinha de ter.Senão o estado toma conta de tudo.Tá,banco aí não tem?Aqui tem!Fica longe?...não fica,é só andar alguns quilômetros de carro.Estará aqui!.Tem de ter uma conta,é só procurar. É,em nome de quem? Meu bem,tenho que ver os meus desafetos.Me liga mais tarde.Quem? A lina? Foi bruta mente assassinada.Jair também.A notícia não chegou ai? Aqui não se fala noutra coisa.Saiu até nos jornais.Tem um mês mais ao menos.Tenho que desligar mesmo.Pode,quando quiser.Pra ti também! Coisa ruim! - Grita a emprega,desligando o telefone ao mesmo tempo.A empregada aparece. - Já limpou o meu balcão? - A senhora não desagrada daí.- Mal criada! Limpa tudo.-Ela dá alguns passos rumo ao elevador.O elevador abri a porta.Laert sai de dentro com a sua maleta na mão.Ela o cometimento com o olhar,ri.Alguns minutos depois,o elevador abre a porta,Clora sai de dentro.Vai até o balcão,passa o dedo no mármore.O telefone toca.- Tá,tá bom,sai? -Atende com um tom bem manso- Pensão do Viajor! É aqui mesmo.Quem? É,está hospedado sim.Como? Quem disse pro senhor o meu número? Encontrou na agenda que ele trazia consigo.Pra cá não.Lugar de defunto é...Aí nesta agenda tem o nome e número de telefone dos particionares do grupo teatral, o qual ele fazia parte.Algum deles, deve saber sobre a sua família.O endereço?Aqui ninguém sabe nada dele.É hóspede meu senhor.Não vasculhamos a vidas dos hóspedes. O valdir?Não se podia acreditar em tudo que ele dizia.Essa turma do teatro,se reunia aqui sempre com ele.Só sei isto.Liga pra um que encontra a resposta.-A empregada coçava a cabeça,parada diante do balcão.clora desliga o telefone.-Tá fazendo o que aí, feito um dois de paus?-Era do Valdir que a senhora falava,não é? aconteceu alguma coisa com ele,é? -Quer saber pra que? Aconteceu nada não. - Graças a Deus! Ela conclui o raciocínio.-Sabe como fica um balão cheio, que a gente joga um pedra bem grande em cima? Explode! Foi isso que aconteceu com o Valdir.Depois de passar um rolo compressor, sobre o seu corpo.Desses que fica por ai amassando o asfalto.É,o coitado,virou foi panqueca! - Sem coração! A senhora tem é uma pedra batendo ai dentro do peito. - Que peito lambisgoia? nem peito,eu tenho.Vá chora pra lá.Defunto ruim,a gente bebe é muito, pra agradecer a Deus. Artista de teatro?! Mentiroso! Andava com aquela pasta entulha da de papel,pra enganar a vocês.A mim nunca enganou.-Os colegas ensaiavam aqui todo fim de semana. - Pra enganar os bestas,que sonham com a fama.Era mais um lobo disfaçado de holofotes.Vá cuidar já do seu serviço.Esse papo já encheu-me o saco.-A empregada sai correndo,exilando as lágrimas.

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