sexta-feira, 13 de julho de 2007

O5

No corredor,Laert caminha lendo e folheando um livro.Nicinha com a caixa,anda apressadamente.Esbarra em Laert. - Mil perdões senhor Laert.Não vi o senhor,com a pressa que estava.- Laert agacha,recole o livro rindo.Nicinha continua.Entra em seu quarto e tranca a porta.É num dia desses que a gente faz aquilo que não deve.De um momento pra o outro,com os nervos a flor da pele.Pronto,está feita a esparrela! Não dá mais pra concertar.Muitos dos acontecimentos horrendos,acontecem assim.Na hora da raiva. Ou na hora da dor.
...-é assim mesmo.Deus não gosta de pobre.Muito menos de miséravel.se gostasse nas ruas não havia mendigos nenhum.Ele gosta é de quem tem fortunas.Afinal,Deus é dona do ouro e da prata.Não ia dar seus bens para um péssimo administrador.É dos ricos,dos ricos e milionários que ele gosta.Se é pobre,esqueça,Deus não te ouvirá,tampouco tardar atenção pra quem nada tem.Caim...pois bem,Caim,era irritado,invejoso e sacana.No entanto Abel,bom,amoroso,dedicado.Deu a Deus o melhor de seu rebanho.Que fez Deus hein! Deixou que Caim matasse Abel por inveja.E Caim não dava a Deus o melhor,dava sobras.E Deus matou Abel deixando Caim viver para sempre.Quer outro exemplo?Jesus! Deus podia muito bem tê-lo salvado .Mas...Jesus era bom,curava os enfermos.Libertava os endemôniados.Fazia a água virar vinho pra embebedar a multidão.Jesus era o filho bom.O pescador,apaziguador.Deus odéia quem fica falando de paz.Resumo: Deus mandou crucificar Jesus seu próprio filho unigenito.Definitivamente,Deus não gosta de quem é bonzinho! - Dona Ceição acabara de contar esse fato quando alguém a chama num canto.Laert e todos que estava assentados à mesa,pasmos não diziam nada.Dona Ceição acompanhou o rapaz que viera chamar.
Pouco depois,já estava de volta.- Moisés,fora criado no palácio do faraol.Não concordou com o que um egípcio fizera à um dos hebreu.Matou o coitado do soldado.Foi para o deserto.Falou cara-a-cara com Deus, que o chamou para liderar um povo.E Moisés gago, parecia não acreditar...um dia Deus o mandou ferir a rocha com o seu cajado.Moisés devia está de culhóes cheio daquela, gente que só sabia pedir e reclamar.Bateu com um machado na rocha.Deus com raiva- por ele não ter alisado a rocha-.Não o deixou entrar na tal de terra prometida.Deus é mal meus caros.Saibam de uma coisa,pobre é que nem erva daninha.Tem em todo lugar. Agora vamos cada um pro seu quarto,está tarde.Eu que não sou abençoada por Deus também tenho o meu dia afaticado.Os hospedes vão saindo da mesa de jantar cada.Nenhum contesta na sua presença.Laert sai olhando para os cantos.Vem andando no corredor um jovem apressado.Chega até dona Ceição. - Já acabou?Foi rápido hein! O jovem nervoso. - Foi horrível dona Ceição,horrível! - É assim mesmo meu jovem Ricardo.A primeira vez é assim mesmo.Depressa e deprimente para alguns.Mas depois tudo volta ao seu rumo normal.É como o rio no curso diário.Ele vai indo - Tá louco! Por ai não sai por onde entrou.Ele obedece.Sai correndo.Dona Ceição vai até o quarto de Nicinha toda sorridente.Entrando,Nicinha está esparramada em sua cama,com as partes íntimas sangrando.A língua para fora da boca.Os olhos arregalados.O vestido novo ensanguentado e rasgando em toda a sua frente.
Dona ceição,entrou em seu quarto com as mãos no rosto.Trocou de roupa.Pegou uma bolsa-tira-colo.Saiu.
Na praça tem um prédio de três andares.Fica perto da prefeitura.Ricardo entrou no prédio.Subiu as escadas,chegando no terceiro andar,há uma porta de fronte a escada.Ele toca ferosmente na porta,como quem vai arrombá-la.De dentro sai um senhor baixinho,meio barrigudo,e,de bigode.Ia explodir quando viu que era Ricardo. - Vai entre,entre! Assente ai! Vai até a cozinha,coloca açúcar em em copo com água. - Toma isto vai acalmá-lo. - eu matei Barbosa!! Eu matei!!. - Calma! Assenta, e conta com detalhe.Não é o fim do mundo!
Ricardo,inicia o relato,como se estivesse fazendo um depoimento.Minuciando cada detalhe.Cada palavra,como se estivesse praticando o ato no momento do relato.

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