segunda-feira, 18 de junho de 2007
03
É uma manhã calma e tranquila.Não fosse as coisas bobas da vida bandida de cada um dos personagens aqui descritos.Como sabemos,os personagens são criados para as peças teatrais.Assim se cria a vida para o tablado.Assim se descreve o assunto aqui descrito.Embora soubéssemos quão fácil é para um autor descrever seus personagens.O que importa,não é o personagem,mas,a história,afinal,não há personagem sem uma história.Ainda que seja os da vida real.Todos têm uma coisa boba,ou fantástica para contar.Uma andorinha sozinha,talvez não faça....é pura bobagem. O céu começa a ficar escuro.dizem que quando a chuva faz círculo na horizonte.Circulando a terra de ponta a ponta.É chuva torrencial.Se a chuva começar antes do meio dia:quer dizer que só Pará as seis horas.A hora do Engels.Se assim for, e não parar as seis.Pode esperar chuva a noite inteira.Com a tempestade formando no horizonte.Então,salve as águas que vão rolar.É finda a hora do jantar.Dona Caiação retira os restos e pratos da mesa de jantar.É quando aparece na sala,de toalha nas costas:Mar quito,Dona Caiação acha aquilo estranha,pergunta em seguida.- Vai aonde de toalha nas costas? - Tomar meu banho diário.É de noite,a gente tem que se lavar pra dormir gostoso. - Com o temporal que está fazendo lá fora.Se lave lá na rua.É água menos que desperdiça. Nunca ouviu dizer que tomar banho depois de comer é perigoso?Mar quito não dar ouvido.Sai caminhando em direção ao banheiro.Entra tranqüilo.Retira a roupa todo.Liga o chuveiro.Olha pela vidraça, a chuva escorrendo pelo vidro.Começa ai o ritual de todas as vezes que entrou para tomar banho.Se acaricia longa mente, até ficar totalmente de membro rijo.Enfia-se lentamente em baixo agua.Faz como se estivesse acompanhando os movimentos de uma fêmea.Os gemidos saem quase sem sentir.O sobe e desce aumenta com os movimentos lentos e sexuais.Até que num gemido quase grito,sente o corpo despojar-se dum intenso calor,e o gozo sai duma vez só.Como a erupção do vulcão queimando a relva miúda em seu redor.Olha nove mente pra fora,vê a chuva miúda contínua,lavar suavimente a vidraça empueirada.Encostado no azulejo diz: - É...a chuva lavou a rua!Pouco a pouco,seu corpo começa a suar,de seus pés saem chamas feito brasa.É quando sente petrificar-se.Tem vontade de gritar.Não pode,é inútil,o grito está preso na garganta.Sente seu corpo ser inundado por algo desconhecido.Vai lentamente deslizando no azulejo, as mãos se derrapando na parede .Chega ao mármore branco do chão escorregadio,como se deslizasse numa pedra de uma correnteza.Seus olhos fecham num declínio seco,como se fosse dormir e acordar.Mas,aqui o sono é profundo.Jamais acordará outra vez.Marquito,corpo nu, membro rijo apontando para o teto,está morto.Parece boca do mal,a de Dona Ceição.O jeito,tomar banho após jantar,talvez nem fizesse mal algum.O mal está na contra partida.No ato solitário, ou na prática continua. O que sabem do prazer?Não ninguém morre assim por ter tido prazer,se fosse de forma correta.É da descarga.Do...certo é que Marquito morre e continua ali,de membro rijo apontando pro teto do banheiro,como se nunca quisesse morrer.A chuva passa .A chuva talvez tivesse razão.Tivesse a verdade que só ela conhecesse.O chuveiro também continua com pactuando e lavando o corpo ali estendido no solo do banho escorrido pro ralo.Não há sangue,não há outra coisa senão água escorrendo.Nenhuma gota de sême ficou pra espiar.
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