sexta-feira, 8 de junho de 2007
02
Dona Ceição,vinha descendo a rua,Laert ia subindo. Esbarram-se, cumprimentam-se com o manear de cabeça.Do seu lado,duas meninas carregando as suas bolsas.Nicinha é quem parecia afobada.caminhavam a passos largos e constante.Na praça,de um lado a sorveteria,do outro a igreja.Elas entram na igreja.Demoram algum tempo.Saem conversando com o padre,que as acompanham até a porta.Dona Ceição e as meninas,beijam a mão do padre.Entram na sorveteria.Pede sorvete para cada uma das meninas.Enquanto as meninas tomam o seu sorvete.Dona Ceição,toma a calçada da rua.Anda quase correndo,anda cumprimentando os transeuntes.Finalmente,Pará frente a um portão de grades.É uma casa antiga,com escadaria à mostra.Aparece um servi sal que lhe abri o portão.Ela sorri.Ele aponta para os fundos,ela caminha apressada pelo caminho do jardim.No fundo,um jovem,bem aparentado,cabelo aparado e elegante.Estende-lhe a mão.-Esperei feito louco a chegada da senhora.Como demora hein!-Coisa boa tem tempo certo meu jovem.Não se planta uma fruteira agora,pra desfrutar na mesma hora.-Estou nervoso.Meu pai nem pode sonhar!Embora ele me tenha alertado sobre o caso,mas ainda assim;é do sigilo que aprecio.-pode deixar,não sabe com quem está negociando meu jovem.Deixe-me ir,deixe-me ir!As meninas sentadas observavam os quem entrava pra comprar sorvete.Nicinha deu um grito de alegria quando avistou Dona Ceição dobrando a esquina. -Quer chamar atenção menina? É disto que gosta,chamar atenção? Vamos,temos muito trabalho pela frente.E você Menina,me ponha pra esta noite um vestido bem festejo.Quero lhe ver e não crer no que vi.-Nicinha quer saber o motivo.- Temos festa hoje,é?-Pra dois! É festa do mesmo jeito.É pra dois! Chega de me atarantar de perguntas.Se digo que é bom,é porque é.Sobem a ladeira tomando mais sorvete e contentes.Quando chegam à pensão.Há um tumulto diante da porta do banheiro.Dona Ceição pergunta a alguma das pessoas amontoadas na porta do banheiro com a toalha nas costas.-É fila pra banho hoje?-Pois não o diacho do Marquito encerrado ai dentro.-De novo?-Ela esmurra a porta e grita.Marquito sai tampando a frente com a toalha molhada.-Diacho de gente afoba da.Acabei de entrar,já estão ai esbofeteando a coitada da porta.É um tempo pra cada um.-As pessoas agora disputa a vez de entrar no banheiro.Dona Ceição,dirige-se aos seus aposentos.A confusão continua,até o último entrar no banheiro para o seu banho.Laert sentado na cama,folheia o livro de capa azul.Apaga a letra N.Fecha o livro.Pega outro para leitura.Deita na cama e começa a ler. Pega novamente o livro de capa azul.folheia-o,apaga a letra M.Sorri,como quem tivesse esquecido algo.Pega o livro que antes lia.Deita novamente,recomeça a leitura.
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