sábado, 5 de maio de 2007

Amém

Zé João, leva à boca um pedaço de pão umedecido no café,nem percebe a presença de Dolores:-Noite horrível! Ouviu o vendaval? nenhum hospede deve ter...-Vai falando e passando as folhas do livro:-Aqui está! Entrou sim.Você rabiscou aqui e ali.Não disse que não é pra rabisca Zé João.Vai ver o hóspede é um desses resto lhos que sempre sobra pra mim.Zé João interpõe:- não é! Olha aqui o dinheiro que me deu.Ao ver a nota Dolores Pará um pouco:- É Lira Zé!!!Isto...não será falso?-Começa a olhar frente a luz.Rabisca com um lápis.Neste instante,Laert desce as escadas:-Pra dizer a verdade.Até eu descofiaria.Dolores,sem jeito,observa o homem de baixo à cima:-Só pra admirar mesmo.sabe como é,aqui nem sempre se vê uma nota desta.Só admirava.Laert,não deve ter muita coisa pra ficar discuti-nado,o que é,e o que não é.Com gesto carinhoso,despede-se dela e de Zé João.-caminha sorrindo em direção à porta e sai:-Vê,Zé,homem fino! O terno é linho do melhor.Com terno deste,a lira não haveria de ser falso.Vamos aos afazeres,o dever não espera.Saiba uma coisa Zé joão,ficar a espreita,não ensina nada à ninguém.-Começa a sonhar.Se imagina deitando na cama do Laert,caso preciso fosse.Arrancaria dele o má cimo possível dos dólares que carrega em seu bolso.-Sonha Dolôres!Olha que o chão é duro.aparece alguém,retira a escada...o chão é bem duro.-Quem tá sonhando aqui Zé?Vê coisa demais?Que mal há nisso,se,se me deitar com...que mal há?Vá cuidar do espanador,o resto eu comando muito bem.-Dolôres sobe es escadarias cantarolando algumas rimas sem as ordenar.Diante de um portão,Laert espera.Um senhor bem aparentado.Bem vestido,abri o portão.Conversa alguns minutos com o visitante.Convida-o à entrar.Laert,passa os olhos,vê uma fonte a jorrar agua em forma de uma águia.A água saia de debaixo de suas asas,e do bico.A cor é que mais lhe chama à atenção.Uma cor dourada.Em volta,árvores ornamenta o jardim.A casa,tem uma varanda ornada de vi me com certos toques de ouro.Entram,dentro,o chão mais parecia um paraíso,se é que o paraíso seja tão belo.O piso,de mármore esverdeado,contrasta com uma escada arredondada e o seu corre-mão dourando como a fonte lá fora.Os móveis,há os móveis!!!Desses falo mais tarde.Leo,é o nome do anfitrião.Conversavam coisas,riam,como se já se conhecessem há muito tempo.Leo convida-o à uma salinha,ao mesmo tempo em que chama um empregado,que mais tarde,trás uma bandeja contendo xícaras,também douradas,com café.

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